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Ações da PRF na Amazônia terminam com 26,9 mil prisões e 300 kg de ouro apreendidos

Por Redação Juruá em Tempo.5 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, nesta sexta-feira (5), data em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, um balanço histórico que aponta recordes nos índices de enfrentamento aos crimes contra a natureza em todo o território nacional. O desempenho operacional obteve tração com as ações desenvolvidas na Amazônia Legal a partir da implementação do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas).

Desde o início das operações integradas da estratégia governamental, as ações de fiscalização nas rodovias federais e em áreas de preservação resultaram na apreensão de mais de 300 quilos de ouro ilegal nos nove estados que compõem a região. O cerco ao crime organizado que atua na floresta também gerou a interceptação de 107 toneladas de maconha, 32 toneladas de cocaína, além do recolhimento de 1.069 armas de fogo e 66 mil cartuchos de munição.

No total, o balanço contabiliza o encaminhamento de 26.937 pessoas às delegacias sob a acusação de crimes diversos, muitas delas com histórico de antecedentes criminais. Os procedimentos de inteligência e policiamento ostensivo mobilizaram patrulhas que fiscalizaram de forma detalhada 95 mil automóveis e 126 mil cidadãos ao longo das rotas estratégicas de escoamento.

Além do confisco de minérios e entorpecentes de alto valor no mercado clandestino, a estratégia da corporação concentrou esforços no estrangulamento financeiro e operacional das facções criminosas. As equipes em campo promoveram a inutilização e a destruição de ativos logísticos cruciais para o funcionamento de frentes de extração mineral irregular em terras protegidas.

Entre os maquinários pesados desativados e inutilizados pelos agentes públicos figuram:

  • Balsas flutuantes e motores de alta potência;
  • Tratores, escavadeiras hidráulicas e caminhões de carga;
  • Aeronaves de pequeno porte, incluindo aviões e helicópteros usados no suporte ao garimpo.

O Plano Amas foi incorporado recentemente ao programa federal “Território Seguro, Amazônia Soberana: Proteção da Amazônia e da Faixa de Fronteira”, sob o guarda-chuva da ação coordenada “Brasil contra o Crime Organizado: Amazônia”. Instituído originalmente pela Presidência da República em julho de 2023, o plano tem como foco central combater a atuação de quadrilhas estruturadas nos nove estados da Amazônia Legal — Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Sob a gestão direta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o programa fomenta a articulação pericial e tática entre forças federais e estaduais. O projeto envolve investimentos contínuos em inteligência policial, treinamento especializado e na modernização de recursos materiais das equipes da PRF, da Polícia Federal (PF) e da Força Nacional de Segurança Pública, o que abrange a locação e aquisição de viaturas blindadas, lanchas rápidas e helicópteros.

A PRF consolidou-se como a instituição pioneira na adesão prática ao cronograma do Amas ao reestruturar seu plano diretor de combate aos crimes ambientais nas malhas rodoviárias federais. A instituição promoveu o remanejamento imediato de contingente policial, frotas terrestres e suporte aéreo para a região Norte.

A metodologia de atuação baseia-se no estrangulamento de vias de acesso terrestres no entorno das reservas ecológicas e em incursões conjuntas no interior de florestas nacionais e terras indígenas. Essas missões especiais ocorrem de maneira transversal em cooperação com o Ibama, a Funai, o ICMBio, o Censipam, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a Abin, as Forças Armadas e a ANTT.

Por: redação.
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