Mais da metade dos migrantes com registro ativo no Acre em 2026 obteve autorização de residência com base nos acordos migratórios firmados entre países da América do Sul. Dados do Sistema de Registro Nacional Migratório (Sismigra), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram que 192 dos 335 registros contabilizados entre janeiro e maio deste ano foram concedidos por meio dessa modalidade.
O número representa 57,3% de todos os registros ativos identificados no estado no período analisado, evidenciando a importância dos mecanismos de livre circulação e regularização migratória estabelecidos entre os países sul-americanos.
Os acordos permitem que cidadãos de nações da região obtenham residência legal no Brasil mediante regras simplificadas, favorecendo a integração entre os países e a mobilidade populacional nas áreas de fronteira.
O perfil dos migrantes registrados no Acre ajuda a explicar a predominância dessa modalidade. Os bolivianos lideram os registros, com 150 cadastros ativos, seguidos por peruanos, com 84, e venezuelanos, com 68. Juntos, esses três grupos representam mais de 90% dos estrangeiros registrados no estado.
A localização geográfica do Acre também influencia diretamente os números. O estado faz fronteira com a Bolívia e o Peru, mantendo intenso fluxo de pessoas por motivos familiares, comerciais, educacionais e de trabalho.
Depois dos acordos de residência sul-americanos, a principal categoria identificada no levantamento é a acolhida de venezuelanos, responsável por 55 registros. Em seguida aparecem os processos de reunião familiar, com 34 casos, além de autorizações concedidas para estudos e outras modalidades migratórias.
Os dados mostram ainda que Rio Branco concentra a maior parte dos migrantes registrados, com 148 cadastros ativos. Municípios de fronteira, como Epitaciolândia, Brasiléia e Plácido de Castro, também apresentam participação relevante nos registros.
O levantamento considera os registros migratórios ativos existentes entre janeiro e maio de 2026 e reúne informações de estrangeiros com situação regularizada perante o governo federal. Os números não correspondem necessariamente ao total de imigrantes residentes no Acre, mas indicam as principais portas legais utilizadas para obtenção de residência no estado.
O Sistema de Registro Nacional Migratório é administrado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e reúne informações sobre estrangeiros que possuem autorização de residência, acolhida humanitária, refúgio ou outras formas de permanência legal no país.

