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Acre e Bolívia definem plano para recuperar ponte que liga Plácido de Castro a Villa Bella Flor

Representantes dos governos brasileiro e boliviano definiram nesta segunda-feira, 8, as responsabilidades para a recuperação da ponte sobre o Igarapé Rapirrã, estrutura que liga o município acreano de Plácido de Castro à comunidade boliviana de Villa Bella Flor. A intervenção busca garantir a segurança de moradores, estudantes e comerciantes que utilizam diariamente a travessia entre os dois países.

A reunião técnica contou com a participação de representantes da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Prefeitura de Plácido de Castro, Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), Departamento de Pando e do município boliviano de Bella Flor.

Segundo o coordenador da Casa Civil, Ítalo Medeiros, ficou acordado que o lado boliviano será responsável por fornecer toda a madeira necessária para a execução da obra. Já o governo do Acre, por meio do Deracre, em parceria com a Prefeitura de Plácido de Castro, disponibilizará mão de obra e equipamentos para a recuperação da estrutura.

“O lado boliviano ficou responsável por disponibilizar toda a madeira necessária para a obra, enquanto o governo do Acre, por meio do Deracre, em parceria com a Prefeitura de Plácido de Castro, entrará com mão de obra e equipamentos para executar os serviços”, explicou.

Durante o encontro, as autoridades também reforçaram a necessidade de restringir a circulação de veículos com peso superior a cinco toneladas. A medida foi considerada necessária diante das condições atuais da ponte. Como alternativa, foram discutidas formas de controlar o tráfego pesado e a utilização de rotas alternativas durante o período de execução dos trabalhos.

De acordo com Medeiros, a previsão é que toda a madeira necessária seja entregue até o dia 15 de julho às margens do igarapé. Após a disponibilização do material, a estimativa do governo estadual é concluir a obra em cerca de 60 dias.

Ligação estratégica para a região

A ponte desempenha papel importante na integração econômica e social entre Brasil e Bolívia. A comunidade de Villa Bella Flor depende diretamente do comércio realizado em Plácido de Castro, além da intensa circulação de moradores e estudantes que atravessam diariamente a fronteira.

O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista, explicou que os danos observados na estrutura são resultado das sucessivas cheias registradas na região.

“Por ser uma ponte de madeira, durante as cheias mais intensas a estrutura sofre com a força da correnteza e, em alguns momentos, chega a ficar submersa, o que provoca desgastes naturais ao longo do tempo”, afirmou.

Segundo ele, a Defesa Civil mantém monitoramento permanente da travessia e o governo acreano trabalha em conjunto com as autoridades de Pando para buscar uma solução definitiva para o local, incluindo a possibilidade de construção de uma nova ponte mais resistente.

Avaliação técnica

O engenheiro civil do Deracre, Álvaro Vicenti, informou que as equipes técnicas analisam duas possibilidades: a recuperação da estrutura atual ou a construção de uma nova ponte.

“O desgaste observado é um processo natural provocado pela ação do tempo e das condições ambientais. Assim que a madeira estiver disponível, o Estado executará a solução técnica mais adequada para garantir a segurança da população”, destacou.

Para o prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva, a recuperação da ponte é essencial para manter a integração entre as comunidades dos dois lados da fronteira e assegurar a movimentação econômica da região.

“Essa ponte representa segurança para quem vive dos dois lados da fronteira e garante a circulação de pessoas, mercadorias, empregos e renda. É uma ligação que une municípios, estados e dois países, sendo essencial para o desenvolvimento da região”, afirmou.

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