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Ancelotti celebra atuação sólida, mas pede calma para mata-mata

Por Redação Juruá em Tempo.25 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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Uma das perguntas ao técnico Carlo Ancelotti na entrevista coletiva que concedeu em Miami nesta quarta-feira (24), logo após a vitória do Brasil sobre a Escócia, por 3 a 0, foi sobre o que ele diria à população brasileira empolgada para a sequência da Copa do Mundo. O italiano, que até nas respostas bem humoradas mantém a expressão sisuda, desta vez sorriu.

“Calma! Muita calma! [risos]”, disse o treinador.

Não significa que Ancelotti esteja descontente ou desconfiado do time que tem em mãos. Pelo contrário. O técnico da seleção brasileira comemorou a melhor atuação da equipe sob seu comando, que garantiu a classificação aos 16 avos de final do Mundial e a liderança do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.

“Acho que a equipe está sólida, comparando com o primeiro jogo [empate por 1 a 1 com o Marrocos, em Nova Jersey]. Menos erros, mais ritmo, mais efetividade na frente. Temos uma boa impressão. O objetivo era sermos os primeiros [do grupo]. Como se diz no Brasil, pés no chão e vamos preparar o próximo jogo”, declarou o italiano.

“Não estamos perfeitos. Podemos melhorar. Por exemplo, o ritmo com a bola. Podemos ser mais rápidos. Mas estou contente porque a equipe, após o primeiro jogo, melhorou muito. Agora é mata-mata. É preciso ter coração forte”, completou.

Vini e Rayan em alta

Normalmente contido nas análises individuais, Ancelotti, desta vez, rasgou elogios a Vinícius Júnior. Autor de dois gols contra a Escócia, o atacante chegou a quatro na Copa, assumindo a vice-artilharia da competição. Além disso, seis das sete vezes que a seleção canarinho balançou as redes no Mundial tiveram participação direta do camisa 7.

“Não tinha dúvidas de como ele chegaria à Copa. Para ele, é uma honra jogar com a seleção brasileira e está fazendo muito bem. Fez até gol de cabeça, o que é raro para ele. Não sou eu que descobri o Vini. Para mim, ele é top. Um dos melhores do mundo, obviamente”, disse o treinador.

“Ele [Vinícius Júnior] está em uma condição muito boa e acho que a equipe também permite que ele possa estar descansado quando temos a bola. O fato de ele alternar a posição, não [jogando] somente aberto, mas também por dentro, é uma vantagem”, emendou.

Outro que agradou ao italiano foi Rayan. Ele iniciou a partida contra a Escócia como titular, sendo o substituto do também atacante Raphinha, que sofreu uma lesão no posterior da coxa direita e não está à disposição. O camisa 26, nos primeiros minutos do jogo, roubou a bola do zagueiro Scott McKenna e deixou Vinícius Júnior em condições para abrir o placar em Miami.

“[Rayan] Fez um trabalho completo, defensivo e ofensivo, jogou muito bem. Estou muito feliz com a partida que ele jogou. É jovem, trabalha muito e tem qualidade. Acho que ninguém ainda sabe seu nível, onde ele pode chegar”, destacou Ancelotti, que deve manter o ex-atacante do Vasco, atualmente no Bournemouth (Inglaterra), entre os titulares.

Próximo desafio

O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo será conhecido nesta quinta-feira (25), com a definição do Grupo F, que reúne Holanda, Japão, Suécia e a já eliminada Tunísia. A seleção canarinho terá pela frente o segundo colocado na chave, em duelo na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston.

“Os três [com chances de classificação] têm qualidades diferentes. A Holanda é mais experiente, mas o Japão, sobretudo antes da Copa, teve resultados muito bonitos nos amistosos. E a Suécia tem grande potencial à frente”, finalizou o italiano.

Por: Agência Brasil.
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