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Após ficar paraplégica em assalto, acreana encontra nas corridas de rua uma forma de superação

Por Redação Juruá em Tempo.10 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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O que começou como uma tentativa de recuperar a autoestima e enfrentar as consequências de uma tragédia acabou se transformando em uma nova paixão. Aos 32 anos, a acreana Tailine Marques encontrou nas corridas de rua uma forma de superar os desafios impostos pela paraplegia em decorrência de um tiro na coluna durante uma tentativa de assalto em Rio Branco.

O episódio aconteceu em 2017, quando Tailine tinha apenas 23 anos e era aluna de um curso técnico em Enfermagem. A partir daquele momento, sua rotina mudou completamente e deu início a uma longa jornada de adaptação física e emocional.

Em entrevista ao portal A GAZETA, ela contou que enfrentou períodos difíceis após o ocorrido, incluindo depressão, ansiedade e síndrome do pânico.

“Tive depressão, ansiedade e síndrome do pânico, e vi no esporte uma forma de tentar novamente, de me dar uma chance, e hoje participo de corridas de rua e de eventos esportivos”, relatou.

Foi há menos de dois anos que ela decidiu apostar na prática esportiva como ferramenta de superação. Desde então, passou a participar de corridas e eventos adaptados, encontrando no esporte motivação para seguir em frente.

Após ficar paraplégica em assalto, acreana encontra nas corridas de rua uma forma de superaçãoA acreana já participou de oito corridas – Foto: Cedida/Arquivo pessoal

Desafio diário nas pistas

Mesmo com a dedicação aos treinos, Tailine enfrenta obstáculos que vão além da preparação física. Todas as provas são realizadas utilizando sua cadeira de rodas, o que torna alguns percursos especialmente desafiadores.

Segundo ela, trechos com subidas e descidas exigem esforço extra e, muitas vezes, ajuda de outras pessoas para que consiga concluir o trajeto.

“Supero meus limites todos os dias, porém nas subidas e descidas dos percursos, é muito difícil e preciso de ajuda para continuar. Então decidi movimentar uma vaquinha para realizar o meu grande sonho, que é ter uma handbike de 27 marchas”, explicou.

A handbike é uma bicicleta adaptada movida pelos braços e amplamente utilizada por atletas cadeirantes em provas de longa distância. O equipamento desejado por Tailine custa cerca de R$ 7 mil.

Mais autonomia e independência

Além de facilitar a participação em corridas, a atleta acredita que a aquisição da handbike representará mais autonomia e independência dentro do esporte.

“A bicicleta adaptada de 27 marchas é essencial para longas distâncias e garante mais conforto. Além disso, vai me dar mais autonomia e independência dentro do esporte”, destacou.

Entre 2025 e 2026, Tailine já participou de oito corridas de rua. Apesar dos resultados alcançados, ela afirma que seu principal objetivo não é disputar posições ou vencer adversários.

“O mais interessante é que não quero competir com ninguém, porque meu maior objetivo é superar a mim mesma”, afirmou.

Como ajudar

Para arrecadar recursos e comprar a handbike, Tailine iniciou uma campanha de arrecadação nas redes sociais. As contribuições podem ser feitas por qualquer valor.

PIX (Nubank): [email protected]

CPF para transferência (Caixa Econômica Federal): 025.000.112-83

Com a ajuda da comunidade, a atleta espera continuar avançando nas pistas e mostrando que a superação pode ir muito além da linha de chegada.

Após ficar paraplégica em assalto, acreana encontra nas corridas de rua uma forma de superação
Doações podem ser enviadas à atleta via PIX. Foto: Divulgação
Por: A Gazeta do Acre.
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