Uma delegação de apenas quatro atletas de Cruzeiro do Sul, no Acre, fez história ao conquistar resultados expressivos na Copa América de Jiu-Jitsu, realizada em Manaus (AM) — considerada um dos grandes polos mundiais do esporte. Representando o Centro de Treinamento Navas (CT Navas) e a filial Juruá Ritmos, os competidores trouxeram na bagagem um total de 7 medalhas de ouro, além de medalhas de prata e bronze, consolidando o crescimento das artes marciais na região.
De acordo com o sensei Railson Oliveira, de 25 anos, professor responsável pelo CT Nawas Juruá Ritmos, o caminho até as vitórias exigiu um trabalho intenso e focado. “Fizemos uma preparação de três meses. Foi um trabalho bem intenso, tanto para mim quanto para os alunos que participaram. Sabíamos que Manaus é um polo mundial do jiu-jitsu e precisávamos de uma preparação muito boa para conseguir trazer resultados positivos”, destacou o treinador.
O grande diferencial da equipe foi a eficiência: todos os quatro atletas que viajaram conseguiram subir ao pódio em uma ou mais categorias (com e sem kimono), abrangendo desde a categoria adulta até a infantil.
Confira o desempenho detalhado de cada competidor:
Sensei Rayilson Oliveira conquistou 3 medalhas de ouro (Campeão na categoria de Kimono, Campeão Absoluto com Kimono e Campeão Absoluto Sem Kimono — categoria sem limite de peso, na qual superou atletas bem mais pesados). Ficou também em 2º lugar na categoria Sem Kimono.
Paulo Matias foi o grande destaque em volume de vitórias, sagrando-se campeão em 4 categorias diferentes, garantindo 4 medalhas de ouro. Já Ian (Categoria Infantil) mostrou a força da nova geração ao ser vice-campeão na categoria Com Kimono e campeão na categoria Sem Kimono, finalizando todas as suas lutas. Por fim, Kennedy conquistou uma medalha de ouro, uma de prata e duas de bronze.
O sucesso em Manaus não foi por acaso. O sensei Railson reforçou que o esporte depende de um esforço coletivo e agradeceu o suporte financeiro e técnico recebido pela academia Juruá Ritmos, onde ministra aulas há três anos, e pela equipe matriz CT Nawas. Além disso, a estadia e a reta final de treinos na capital amazonense contaram com um apoio fundamental: “Ninguém faz nada sozinho. Quando chegamos lá, tivemos o apoio do sensei Alan Campelo, que nos ajudou bastante dando suporte, orientando e fazendo todo esse trabalho com a gente também”, afirmou Railson.

