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Auditorias da CGU apontam irregularidades milionárias em projeto financiado pelo Sesi a Ong de produtora do filme Dark Horse

Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) revelaram uma série de irregularidades na execução da Feira da Cidadania, projeto financiado pelo Conselho Nacional do Sesi (CN-Sesi) e executado pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização ligada à empresária Karina Ferreira da Gama. As informações foram divulgadas pelo site Intercept Brasil.

As investigações apontam problemas em contratos realizados em diversos estados, incluindo Tocantins e Pará, na Região Norte. Entre 2017 e 2018, o CN-Sesi repassou cerca de R$ 11 milhões ao instituto, e pelo menos R$ 2,4 milhões apresentam indícios de superfaturamento ou outras irregularidades.

No Tocantins, os auditores identificaram a ausência de documentação capaz de comprovar a aplicação de R$ 93 mil destinados à Feira da Cidadania. Já no Pará, um dos casos mais expressivos, o próprio Conselho Nacional do Sesi reconheceu posteriormente um sobrepreço superior a R$ 1,3 milhão.

As auditorias também encontraram irregularidades em outros estados. No Piauí, itens de infraestrutura apresentaram sobrepreços de até 748%. No Rio Grande do Norte, foram identificadas notas fiscais emitidas antes da realização dos eventos e da liberação dos recursos. No Distrito Federal, um projeto que recebeu R$ 350 mil teria utilizado apenas R$ 80 mil, gerando um superfaturamento estimado em R$ 270 mil.

Além das inconsistências financeiras, a CGU concluiu que o Instituto Conhecer Brasil não possuía estrutura compatível para executar contratos milionários. Segundo os relatórios, a entidade não tinha funcionários registrados, veículos ou capacidade operacional suficiente, terceirizando integralmente os serviços para empresas que também apresentavam indícios de irregularidades.

Diante das suspeitas, o Conselho Nacional do Sesi informou que ingressou com nove ações judiciais para tentar recuperar cerca de R$ 9,5 milhões repassados ao instituto. A CGU segue acompanhando o caso e não descarta novas medidas para responsabilização e recuperação dos recursos públicos.

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