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Brasileiros são quase metade dos estrangeiros em escolas públicas de Portugal

Os brasileiros representam quase a metade dos alunos estrangeiros matriculados em escolas públicas de Portugal.

O levantamento foi apresentado no Balanço Anual da Edu­ca­ção 2026 – Edu­log, da Fun­da­ção Bel­miro de Aze­vedo. Revela que os estrangeiros são 15% da população escolar.

Os matriculados de outras nacionalidades são 164.492 e os brasileiros atingem cerca de 82 mil alunos. Número que pode ser maior, porque os dados são do ano letivo de 2023/24.

“O Brasil destaca-se de forma absolutamente dominante, sendo responsável por quase metade de todos os alunos com nacionalidade estrangeira – 47% do total”, diz o balanço.

A dimensão, considerada excepcional pela fundação, reflete a disparada da população brasileira em Portugal, que voltou a crescer em 2017 e é estimada em 700 mil.

“(…) reflete crescimento acelerado da imigração brasileira em Portugal na última década, fruto de combinação de fatores que inclui a proximidade linguística e cultural, facilidade de acesso ao mercado de trabalho e redes migratórias consolidadas (AIMA, 2024)”.

O balanço informou que a “presença brasileira nas escolas portuguesas deixou de ser um fenômeno relevante para se tornar estruturante da diversidade do sistema”.

Apesar de ser estruturante, há obstáculo inicial de adaptação em salas de aula devido ao idioma, sendo o brasileiro apontado como fator que ainda gera dificuldade.

“(…) a partilha do código linguístico não garante competência acadêmica no português europeu escrito, sendo as variantes brasileira e africanas suficientemente distintas para gerar dificuldades curriculares relevantes nos primeiros anos”.

Além do impacto inicial com as diferenças impostas pelo idioma, estudantes com menos poder aquisitivo têm mais dificuldades.

“A estas (dificuldades) acresce a frequência de perfis socioeconômicos mais frágeis e o capital escolar familiar tendencialmente mais baixo”.

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