O Acre registrou 1.774 casos prováveis de dengue entre a 1ª e a 22ª semana epidemiológica de 2026, período compreendido entre 29 de dezembro de 2025 e 30 de maio de 2026. Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde e apontam ainda uma morte confirmada pela doença no estado e outro óbito em investigação.
O levantamento mostra que a incidência acumulada da dengue no Acre chegou a 200,6 casos para cada 100 mil habitantes. A letalidade entre os casos prováveis é de 0,06%, enquanto entre os casos graves alcança 6,67%.
Os números representam uma redução expressiva em relação aos dois anos anteriores. No mesmo período de 2025, o Acre havia registrado 7.254 casos prováveis de dengue, três mortes confirmadas e incidência de 820,2 casos por 100 mil habitantes.
Já em 2024, até a 22ª semana epidemiológica, haviam sido contabilizados 3.755 casos prováveis, sem registro de mortes, com incidência de 426,4 casos por 100 mil habitantes.
Na comparação com 2025, o número de casos prováveis caiu cerca de 75,5%. Em relação a 2024, a redução foi de aproximadamente 52,8%, indicando uma desaceleração significativa da circulação do vírus no estado.
Jovens adultos concentram maior número de casos
O perfil epidemiológico da doença mostra que os homens representam 52% dos casos prováveis registrados no Acre, enquanto as mulheres respondem por 48% das notificações. A faixa etária mais afetada é a de 20 a 29 anos, seguida pelos grupos de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos.
Em relação à raça/cor declarada, mais de 89% dos casos foram registrados entre pessoas pardas.
Estado soma 796 casos confirmados
Dos 1.774 casos prováveis contabilizados até o encerramento da 22ª semana epidemiológica, 796 já haviam sido confirmados para dengue. A maior parte das confirmações ocorreu por critério laboratorial.
Apesar da queda nos indicadores em comparação aos dois anos anteriores, o Ministério da Saúde mantém o monitoramento da doença e recomenda que a população continue adotando medidas de prevenção, como a eliminação de recipientes que possam acumular água parada e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

