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Com 1,4 mil casos de síndrome respiratória grave, Acre deve ampliar leitos e equipes após decreto de emergência

Por Redação Juruá em Tempo.5 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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Diante do aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrados em todo o estado, o governo do Acre detalhou nesta quarta-feira, 4, as medidas que serão adotadas após a publicação do decreto de situação de emergência em saúde pública. A ação busca ampliar a capacidade de resposta da rede estadual de saúde e garantir atendimento à população durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.

Dados apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) mostram que, entre as semanas epidemiológicas 1 e 21 de 2026, foram registrados 1.438 casos de SRAG no Acre. No mesmo período de 2025, foram contabilizados 1.060 casos, enquanto em 2024 o número chegou a 1.130.

Segundo a diretora de Atenção Primária e Vigilância em Saúde da Sesacre, Suanne Souza, o decreto permitirá que o Estado adote medidas emergenciais para fortalecer a assistência.

“O decreto é uma medida que nos permite dar uma resposta rápida a esse aumento de casos. Ele possibilita a ampliação de leitos, a contratação de profissionais para reforçar as equipes e a adoção de medidas estratégicas para garantir assistência à população”, afirmou.

Com 1,4 mil casos de síndrome respiratória grave, Acre deve ampliar leitos e equipes após decreto de emergência

Crianças e idosos concentram os casos mais graves

De acordo com a Vigilância em Saúde, os grupos mais afetados continuam sendo crianças menores de dois anos, principalmente por complicações relacionadas à bronquiolite, crianças entre 2 e 9 anos, com predominância de pneumonias, e idosos acima de 60 anos, considerados mais vulneráveis às formas graves da doença.

O que muda com o decreto

Com a situação de emergência em vigor, a Sesacre passa a ter maior agilidade para implementar ações voltadas ao enfrentamento do aumento das síndromes respiratórias.

Entre as medidas previstas estão:

  • Ampliação da capacidade assistencial da rede estadual;
  • Abertura de novos leitos;
  • Contratação e reforço de profissionais de saúde;
  • Fortalecimento da vigilância epidemiológica;
  • Implementação de estratégias para resposta rápida ao aumento da demanda.

A Secretaria de Saúde informou ainda que busca apoio do Ministério da Saúde para fortalecer as ações e ampliar a capacidade de enfrentamento das síndromes respiratórias no estado.

Parceria com os municípios

Outro ponto destacado pela Sesacre é o fortalecimento da atuação conjunta com os 22 municípios acreanos por meio da atenção primária à saúde.

A estratégia busca garantir que pacientes com sintomas respiratórios recebam atendimento logo nos primeiros sinais da doença, reduzindo o risco de agravamento dos quadros e a necessidade de internações hospitalares.

“A gente também busca parcerias com os municípios para que esses casos tenham a oportunidade de ser atendidos logo no começo dos sintomas, evitando agravamentos que possam levar à necessidade de internação ou atendimento em unidades de maior complexidade”, explicou Suanne Souza.

Vacinação segue abaixo de 40%

A Sesacre reforçou que a vacinação contra a Influenza continua sendo uma das principais formas de prevenção contra casos graves, internações e mortes associadas às doenças respiratórias.

Até o momento, o Acre aplicou 74.987 doses da vacina, alcançando cobertura vacinal de 38,7% do público-alvo. A campanha segue em andamento em todo o estado.

A orientação é que crianças, idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e demais públicos contemplados procurem as unidades de saúde para atualizar a imunização.

Preparação para a estiagem

Além das ações voltadas ao cenário atual, a Secretaria de Saúde informou que também intensifica o planejamento para o período de estiagem e queimadas, historicamente associado ao agravamento dos problemas respiratórios no Acre.

A recomendação à população é manter a vacinação em dia, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas e procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e piora do estado geral.

Por: A Gazeta do Acre.
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