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Comércio varejista do Acre cresce 11,5% e alcança melhor desempenho do Brasil

O Acre foi o estado brasileiro que apresentou o maior crescimento nas vendas do varejo em abril de 2026. De acordo com o Índice do Varejo Stone, divulgado nesta quarta-feira (10), o volume de vendas no estado avançou 11,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, colocando o Acre na liderança nacional do ranking.

O desempenho acreano superou o de todas as demais unidades da federação, incluindo Rio de Janeiro (9,6%), Roraima (8,2%) e Amazonas (7,5%), que completaram a lista dos estados com melhores resultados no período. Apenas Alagoas (-3,7%) e Rio Grande do Sul (-0,1%) registraram queda nas vendas em relação a abril de 2025.

O resultado reforça a posição de destaque da Região Norte, que apresentou crescimento médio de 7,3%, o maior entre todas as regiões brasileiras. O Sudeste aparece em seguida, com avanço médio de 6,6%, enquanto o Sul teve o menor desempenho regional, com alta de 1,8%.

Além da liderança nacional em abril, o Acre vem acumulando uma sequência de resultados positivos ao longo dos últimos meses. Segundo a série histórica apresentada pelo levantamento, o estado registrou crescimento anual de 8% em fevereiro, avançou para 13,2% em março e manteve ritmo elevado em abril, com 11,5%.

Cenário nacional segue positivo

No cenário nacional, o varejo brasileiro manteve trajetória de crescimento, embora com desempenho desigual entre os segmentos. O índice restrito, que exclui materiais de construção, veículos e atacarejo, avançou 1,4% em abril na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. Na comparação anual, a alta foi de 5,5%.

Já o índice ampliado, que considera um conjunto maior de atividades do comércio, recuou 0,2% em relação ao mês anterior, mas acumulou crescimento de 5,4% frente a abril de 2025.

Segundo os economistas da Stone, a atividade varejista continua sendo sustentada pelo mercado de trabalho aquecido e pela expansão da renda das famílias. Por outro lado, o elevado endividamento dos consumidores e o alto custo do crédito ainda limitam uma recuperação mais robusta do consumo.

Combustíveis lideram entre os segmentos

Entre os setores analisados, o maior destaque ficou para o segmento de combustíveis e lubrificantes, que registrou crescimento de 2,2% em relação a março e expressiva alta de 14,4% na comparação anual. O levantamento aponta que o resultado pode estar relacionado a um movimento de antecipação de compras diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços globais dos combustíveis.

Também apresentaram desempenho positivo os segmentos de hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo, com crescimento anual de 6,1%, e artigos farmacêuticos, que avançaram 6,4% em relação a abril do ano passado.

Por outro lado, móveis e eletrodomésticos (-0,1%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-5,4%) foram os únicos setores a registrar retração na comparação anual.

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