A Copa do Mundo de 2026 trouxe consigo uma grande quantidade dos chamados “nepobabies”, termo utilizado para se referir a filhos de pessoas famosas e que seguiram caminhos parecidos com o dos pais. Na edição deste ano, uma verdadeira seleção de filhos de ex-jogadores que já brilharam em copas passadas entrará em campo, com representantes em diversos países.
Um dos casos que chamou a atenção foi o dos filhos de Zinedine Zidane e de Diego Simeone, que se enfrentaram na partida da última terça-feira, entre Argentina e Argélia. O goleiro Lucas Zidane (que acabou sofrendo três gols de Messi durante o jogo) e o atacante Giuliano Simeone pertencem aos respectivos países e são só um dos diversos exemplos.
Ídolos de Real Madrid e Atlético de Madrid, respectivamente, os treinadores já se enfrentaram 13 vezes. O histórico é favorável ao francês, que tem o triplo de vitórias em relação ao argentino. Ao todo, Zidane venceu seis partidas, enquanto Simeone ganhou apenas duas. Outros cinco confrontos terminaram empatados.
Foi justamente diante de Simeone que Zidane conquistou sua primeira Champions League como treinador do Real Madrid, em 2016. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, os merengues venceram nos pênaltis.
O GLOBO separou outros nomes de “herdeiros” de atletas que vão jogar o Mundial. Confira:
Erling Haaland (filho de Alf-Inge Haaland)
Principal jogador da Noruega, seleção apontada como uma das possíveis surpresas da Copa, Erling Haaland é filho de Alfie Haaland, ex-jogador que atuou por clubes como Leeds United e Manchester City.
Marcus Thuram (filho de Lilian Thuram)
Lilian Thuram é pai de Marcus Thuram, centroavante da França. O ex-zagueiro só marcou dois gols em sua longa carreira pela seleção francesa, ambos foram na vitória de virada por 2 a 1 sobre a Croácia na semifinal de 1998. Depois, ele foi campeão com o 3 a 0 sobre o Brasil na decisão.
Lilian também é pai de Khéphren Thuram, meio-campista da Juventus, que ficou fora da lista de convocados para o Mundial.
Rayan (filho de Valkmar)
Cria da base do Vasco, Rayan, da seleção brasileira, é filho de Valkmar, que jogou no cruz-maltino no fim dos anos 90 e início dos anos 2000.
Tyler Bindon (filho de Jenny Bindon)
Tyler Bindon entrou em campo pela Nova Zelândia e se tornou, junto à sua mãe, a única relação mãe-filho que disputou uma Copa do Mundo pelo mesmo país em todos os tempos. A mãe de Tyler, Jenny Bindon, disputou a Copa do Mundo feminina de 2007 e de 2011, como goleira da Nova Zelândia.
Alexis Mac Allister (filho de Carlos Mac Allister)
O futebol é muito presente na família Mac Allister. Alexis, titular da seleção argentina, é filho de Carlos Mac Allister, ex-lateral-esquerdo. Seus irmãos, Kevin e Francis, também são jogadores profissionais.
Timothy Weah (filho de George Weah)
Único africano a ser eleito o melhor jogador do mundo até hoje — venceu o prêmio em 1995 —, George Weah é pai de Timothy Weah, atacante do Olympique de Marseille, que disputa a Copa do Mundo pela seleção dos Estados Unidos. Além do sucesso em campo, George Weah foi presidente da Libéria entre 2018 e 2024.
Gatito Fernández (filho de Gato Fernández)
Convocado pela seleção paraguai, o goleiro Gatito Fernández é filho de Roberto Eladio Fernández, conhecido como Gato Fernández — o apelido do ex-Botafogo é justamente por conta do pai, que foi campeão da Copa América pelo Paraguai em 1979. No Brasil, o Gato passou por Internacional e Palmeiras.
Nico Paz (filho de Pablo Paz)
Uma das principais joias da seleção argentina, o meia Nico Paz, destaque do Como, da Itália, é filho de Pablo Paz, ex-zagueiro argentino e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996.
Giovanni Reyna (filho de Claudio Reyna)
Autor de um belo gol na estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo, contra o Paraguai, Giovanni Reyna teve a quem puxar. O meia é filho de Claudio Reyna, ex-jogador que passou por clubes importantes da Europa, como Manchester City e Bayer Leverkusen, e disputou quatro Copas do Mundo pela seleção norte-americana.

