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Copiloto assume comando de voo e faz pouso de emergência após comandante passar mal

Um avião de passageiros da companhia Azul Linhas Aéreas precisou efetuar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), após o comandante da aeronave sofrer um mal súbito em pleno voo. O incidente ocorreu na madrugada da última quarta-feira (3), a bordo de um jato comercial modelo Embraer 195-E2 que havia decolado do Aeroporto Internacional de Curitiba (PR).

De acordo com o relatório de operações da empresa aeronáutica, o piloto apresentou uma indisposição médica súbita e aguda que comprometeu sua capacidade funcional de pilotagem ainda na primeira metade do trajeto intermunicipal. Diante da anormalidade na cabine de comando, a equipe de comissários de bordo utilizou o sistema de som do avião para consultar se havia algum profissional de saúde na lista de passageiros. Um médico que viajava no voo apresentou-se voluntariamente e iniciou os protocolos de primeiros socorros ao comandante.

Paralelamente ao atendimento médico improvisado no interior da cabine, o copiloto assumiu de forma imediata o controle integral dos manetes e dos sistemas de navegação da aeronave, conforme determinam as diretrizes de segurança da aviação civil internacional para a mitigação de riscos em voos comerciais.

Áudios contendo as comunicações de rádio entre a aeronave e as torres de controle terrestre, captados e divulgados pelo portal de monitoramento especializado Aeroradar, revelam que o copiloto declarou formalmente estado de emergência crítica. Para isso, ele fez uso do código internacional “mayday” — sinal sonoro padronizado e reservado estritamente para situações com risco iminente à vida ou à integridade da estrutura.

A transmissão de áudio registrou a solicitação de prioridade absoluta para a aproximação e pouso na pista de Viracopos. Sob a pilotagem solo do copiloto, o Embraer 195-E2 completou o plano de voo modificado e tocou o solo do terminal paulista sem novos sobressaltos às 21h42.

Unidades móveis de resgate e ambulâncias equipadas com equipes de paramédicos do próprio aeroporto já se posicionavam nas margens da pista de pouso e decolagem para interceptar o avião de forma imediata após a desaceleração. O comandante foi retirado da aeronave e transportado a uma unidade hospitalar da região. O quadro clínico atualizado e a identidade do piloto não foram detalhados pela prestadora do serviço até o fechamento desta reportagem.

Em nota oficial distribuída à imprensa, a Azul Linhas Aéreas confirmou os fatos e reiterou que todas as ações preventivas e de contingência desenhadas para cenários de incapacitação física de tripulantes técnicos foram executadas com rigor pela equipe de bordo.

A concessionária aérea estendeu agradecimentos ao passageiro médico que prestou a assistência assistencial pré-hospitalar e enfatizou que, em nenhum momento da pane orgânica do funcionário, a segurança operacional da aeronave ou a integridade física dos clientes foram expostas a riscos diretos na rota.

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