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Mãe confunde gestação com pedra nos rins e descobre gravidez na hora do parto: ‘não tinha uma meia’

Por Redação Juruá em Tempo.15 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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Uma mulher foi pega de surpresa após buscar atendimento médico por causa de fortes dores e descobrir que, na verdade, estava grávida. E mais: em trabalho de parto.

Sem barriga aparente e usando anticoncepcional que interrompia o fluxo menstrual, Silmara Aparecida dos Santos acreditava que estava com pedras nos rins, mas deu à luz um menino em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, na última quinta-feira (11).

“Assim que soube da notícia, fiquei em choque. Como assim? Ele não tinha nem uma meia, não fiz enxoval nem pré-natal. Simplesmente veio de surpresa”, declarou.

Após buscar atendimento em Camboriú, com cólicas fortes e dores nas costas, foi transferida para o Hospital Regional Ruth Cardoso, na cidade vizinha Balneário Camboriú, para realizar uma tomografia.

Durante o exame, a equipe médica identificou que ela estava em trabalho de parto avançado. Silmara foi encaminhada às pressas para o centro obstétrico. Gabriel, segundo filho dela, nasceu de parto normal e saudável.

A surpresa mobilizou amigos de Silmara, que arrecadaram roupas e itens essenciais de recém-nascido.

“Não deu para curtir a gravidez, mas agora dá para aproveitar a fase boa. O susto está passando e dá para curtir bastante. Graças a Deus, ele veio com muita saúde”.

Descobeta de gravidez tardia é comum?

Segundo a obstetra e ginecologista Mariane Marinho, o caso de Silmaria não é isolado. A frequência de mulheres que desobrem a gravidez tardia é cerca de uma a cada 2.500 gestações, de acordo com ela.

Em relação a mulheres que descobrem a gravidez um pouco mais cedo, por volta da 20ª semana (metade da gestação), a estatística é ainda maior: uma a cada 475 grávidas, explica a especialista.

“Em 10 anos de atuação como obstetra, já presenciei essa situação pelo menos três vezes em meus plantões. Não é algo tão incomum”, afirma a médica.

Segundo a obstetra, nesses casos, as pacientes quase sempre dão entrada no pronto-socorro relatando dores abdominais agudas.

“Muitas vezes chega-se a suspeitar de apendicite ou crise renal. O diagnóstico só vem quando a equipe realiza um ultrassom de abdômen ou quando o bebê já está literalmente nascendo. Pode ser um momento muito traumático para a mulher”, relata.

A obstetra explica que a situação pode ocorrer por uma combinação de fatores físicos, comportamentais e sociais. Entre as principais causas apontadas pela especialista estão:

  • Uso de contraceptivos: mulheres que usam métodos anticoncepcionais de uso prolongado e param de menstruar tendem a ficar mais tranquilas e desatentas aos sinais do corpo. Em outros casos, a mulher apresenta sangramentos intermitentes ao longo dos meses e os confunde com a menstruação regular.
  • Ausência de sintomas clássicos: Algumas gestantes simplesmente não sofrem com enjoos, náuseas ou mudanças bruscas de hábitos, o que camufla o estado gravídico.
  • Fatores físicos: pacientes com sobrepeso ou obesidade (Índice de Massa Corporal mais elevado) podem não notar o crescimento da barriga ou a movimentação do feto.
  • Vulnerabilidade e fatores sociais: mulheres mais jovens, em situação de vulnerabilidade socioeconômica ou que não estão em um relacionamento estável podem acabar bloqueando ou negando os sintomas por medo da reação da família ou por falta de amparo.
Por: g1.
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