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Mapa cria campanha nacional para ampliar vacinação contra a brucelose

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu a Campanha Nacional de Vacinação de Bezerras Bovinas e Bubalinas contra a brucelose. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 1.633, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (16), e tem como objetivo reforçar as ações de prevenção e controle da doença em todo o território nacional.  

A campanha é direcionada à vacinação obrigatória de fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses, uma das principais estratégias do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT). A iniciativa busca aumentar a cobertura vacinal dos rebanhos brasileiros e reduzir os impactos sanitários e econômicos causados pela enfermidade.  

A brucelose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Brucella abortus, que provoca problemas reprodutivos nos animais, como abortos, infertilidade e queda na produtividade. Além dos prejuízos à pecuária, trata-se de uma zoonose, podendo ser transmitida aos seres humanos, principalmente por meio do contato com animais infectados ou pelo consumo de leite cru e derivados não pasteurizados.  

De acordo com as normas vigentes do PNCEBT, a vacinação das bezerras deve ser realizada sob responsabilidade de médico-veterinário cadastrado pelo serviço veterinário oficial. Após a imunização, o produtor rural deve comprovar a vacinação junto ao órgão de defesa sanitária animal do seu estado.  

A campanha nacional ocorre em um momento em que o Ministério da Agricultura busca ampliar os índices de imunização dos rebanhos brasileiros. Dados do próprio Mapa apontam que parte dos estados ainda não atingiu a cobertura mínima considerada adequada para o controle da doença, tornando necessária uma mobilização nacional voltada à conscientização dos produtores rurais e ao fortalecimento das ações sanitárias.  

Segundo a Instrução Normativa nº 10/2017, a vacinação contra a brucelose é obrigatória para todas as fêmeas bovinas e bubalinas na faixa etária de três a oito meses, utilizando as vacinas autorizadas pelo programa. A medida é considerada fundamental para proteger os rebanhos e garantir a sustentabilidade da produção pecuária brasileira.  

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