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Marinha lança novo navio com sonar de casco, sistema de mísseis e canhão de tiro rápido

Por Redação Juruá em Tempo.26 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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Apelidada de Cunha Moreira, a terceira embarcação da Classe Tamandaré será lançada pela Marinha do Brasil nesta sexta-feira, em Itajaí (SC). A Fragata F202 será utilizada para o monitoramento e o controle do espaço marítimo, num reforço da segurança na chamada Amazônia Azul, a extensão do litoral sob jurisdição brasileira.

A nova embarcação tem comprimento de 107,2 metros e boca de 15,95 m. A altura do pontal é de 20,2 m e a autonomia, de 5.500 milhas náuticas — mais de 10 mil quilômetros. A previsão é de deslocamento de 3.500 toneladas e a tripulação estimada, de 130 militares. A F202 poderá chegar à velocidade máxima de 25 nós, o equivalente a cerca de 47 km/h.

Fruto de uma parceria tecnológica com a Alemanha, as fragatas Tamandaré têm “capacidade de atuar contra ameaças de superfície, aéreas e submarinas”. Incorpora elementos stealth que dificultam sua a detecção por outrem e aumentam a eficácia em missões táticas.

Entre armamentos e sensores, a F202 é equipada com radares multifuncionais, sonar de casco, sistema de mísseis antinavio e canhões navais de última geração. Carrega um canhão de 76 mm de tiro rápido, um canhão de 30 mm para defesa de ponto, duas metralhadoras 12,7 mm e um sistema de despistamento destinado à autoproteção, além de mísseis antiaéreos de lançamento vertical e torpedos a serem empregados na defesa contra ameaças submarinas.

A fragata ainda dispõe de hangar para helicóptero, convés de voo com sistema de pouso automático e sistemas eletro-ópticos e infravermelhos. A arquitetura é compatível com padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), o que permite interoperabilidade com outras Forças.

Desenvolvimento tecnológico

O navio começou a ser construído em novembro de 2024, com o corte da primeira chapa de aço. Os módulos de produção incluíram os blocos pré-fabricados escolhidos, segundo a Marinha, para favorecer a montagem célere e a integração de sistemas embarcados. Como outras embarcações da classe, foi concluída no estaleiro pertencente à subsidiária brasileira da alemã Thyssenkrupp.

A Cunha Moreira integrará a Fragata F200, apelidada de Tamandaré, que iniciou suas operações no país em 24 de abril, com a Fragata Tamandaré (atualmente em serviço). A Fragata Jerônimo de Albuquerque (F201) vai iniciar os testes de mar no segundo semestre, e a construção da quarta embarcação, a Mariz e Barros (F 203), já está em andamento.

Marinha mostra como é a nova fragata Tamandaré — Foto: Divulgação
Marinha mostra como é a nova fragata Tamandaré — Foto: Divulgação

Segundo a Marinha, além de reforçar a segurança na Amazônia Azul, o Programa Fragata Classe Tamandaré busca fortalecer capacidades operacionais e é um dos mais importantes programas de desenvolvimento tecnológico da Base Industrial de Defesa do país.

O nome do navio é uma homenagem a Luís Cunha Moreira, que se destacou pela participação na conquista da Cisplatina e na vitória da Revolução Pernambucana em 1817. Ele nasceu na Bahia em 1º de outubro de 1977, mas se mudou para completar os estudos em Portugal. Ingressou na Armada Real em 1795 e atuou na Esquadra-Luso Britânica, responsável pela mudança da Família Real portuguesa.

“Foi o primeiro militar genuinamente brasileiro a exercer o cargo de Ministro da Marinha”, disse a Força.

Foi Comandante da Academia Nacional e Imperial dos Guarda-Marinha, atual Escola Naval, além de Conselheiro de Guerra. Nas Campanhas da Independência, conduziu o processo de formação e organização da incipiente Armada Nacional e Imperial, o que contribuiu para a afirmação da soberania nacional.

Navios de fragata são construídos em Santa Catarina — Foto: Marinha do Brasil
Navios de fragata são construídos em Santa Catarina — Foto: Marinha do Brasil
Por: O Globo.
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