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Operação contra o Bonde dos 13 prende 19 integrantes e apreende drogas e dinheiro

A Operação Convergência Nacional, deflagrada nesta terça-feira, 2, pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e pela Polícia Civil, revelou detalhes da estrutura e do funcionamento do Bonde dos 13 (B13), uma das principais facções criminosas com atuação no estado.

Além de resultar na prisão de 19 investigados e em duas prisões em flagrante, a ação teve como foco integrantes apontados como responsáveis por funções estratégicas dentro da organização criminosa, incluindo lideranças envolvidas na arrecadação de recursos, logística do tráfico de drogas e coordenação de atividades ilícitas.

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e tiveram início após a extração e análise de dados periciais obtidos em aparelhos celulares apreendidos com membros da facção.

Segundo o coordenador do Gaeco, Antônio Alceste Callil, o material permitiu identificar pessoas ligadas diretamente à estrutura de comando do grupo.

“Na data de hoje, na madrugada, nós deflagramos a Operação Convergência Nacional. Ela é fruto de uma ação alinhada que foi praticada em todo o Brasil, por todos os Ministérios Públicos do Brasil, a partir de um planejamento do GNCOC”, afirmou.

De acordo com os investigadores, entre os alvos da operação está um dos fundadores do Bonde dos 13. As apurações também identificaram a atuação de um conselheiro da facção, cargo considerado um dos mais importantes dentro da hierarquia criminosa.

“O Ministério Público fez uma investigação através do Gaeco e nessa investigação elucidou-se a presença de pessoas vinculadas à organização criminosa Bonde dos 13. A partir daí, foram representados na Justiça por mandados de prisão e mandados de busca, que foram cumpridos na data de hoje”, explicou Callil.

As ordens judiciais foram cumpridas em Rio Branco, Brasiléia e Epitaciolândia, além dos estados do Ceará e de Santa Catarina. Parte dos mandados teve como alvo integrantes que já se encontram recolhidos ao sistema prisional.

Segundo as autoridades, a medida busca impedir que líderes continuem exercendo influência sobre a facção de dentro das unidades prisionais.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam drogas, dinheiro em espécie, coldres, capas de coletes balísticos e outros materiais relacionados às atividades criminosas investigadas. Também foram apreendidos valores estimados entre R$ 4 mil e R$ 5 mil.

A operação mobilizou cerca de 100 policiais civis, além de policiais penais, promotores de Justiça e servidores do Ministério Público. Das 19 prisões realizadas, 18 ocorreram em Rio Branco e uma em Epitaciolândia.

Para o Gaeco, a ofensiva representa mais um avanço no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no Acre.

“Hoje foram presas 19 pessoas, feitas duas prisões em flagrante, cumpridos mandados de busca, apreendido dinheiro, droga, e a gente acredita que foi um duro golpe na criminalidade organizada do município”, declarou o coordenador do grupo.

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