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Paciente passa por cirurgia rara após tireoide crescer e avançar para dentro do tórax no Acre

Uma paciente foi submetida a uma cirurgia de alta complexidade na Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), em Rio Branco, após um crescimento anormal da tireoide fazer com que a glândula avançasse para dentro do tórax e comprimisse estruturas internas do organismo.

O procedimento foi realizado nesta terça-feira, 2, e envolveu duas equipes médicas especializadas. A paciente, Marilene Azevedo Ferreira, passou por uma tireoidectomia, cirurgia para retirada da tireoide, associada a uma esternotomia, técnica que consiste na abertura do osso do peito para permitir o acesso à região torácica.

Segundo a equipe médica, a tireoide havia desenvolvido um bócio mergulhante volumoso, condição em que a glândula aumenta de tamanho e se estende além da região do pescoço, alcançando o interior do tórax.

A cirurgia começou pela região cervical, com uma incisão no pescoço para a liberação da parte superior da tireoide. No entanto, devido ao tamanho da estrutura e à sua extensão para dentro do tórax, foi necessário abrir o osso do peito para alcançar e retirar a porção que estava alojada na cavidade torácica.

Trabalho conjunto de especialistas

A cirurgiã de cabeça e pescoço Ana Carvalho explicou que procedimentos desse tipo exigem a atuação simultânea de diferentes especialidades médicas.

“A abordagem deve ser realizada em conjunto pelas equipes de cirurgia de cabeça e pescoço e cirurgia torácica, pois ambas atuam sobre a mesma estrutura por vias de acesso diferentes, complementando-se durante o tratamento”, afirmou.

Antes da cirurgia, a paciente passou por exames de imagem para identificar a extensão do crescimento da glândula e auxiliar no planejamento do procedimento.

De acordo com o cirurgião torácico Lukas Vieira, os exames mostraram que a tireoide ocupava uma área significativa dentro do tórax, o que exigiu uma abordagem ampliada para garantir segurança durante a retirada.

“No planejamento cirúrgico, foram realizados exames de imagem que mostraram que o bócio estava se expandindo significativamente para dentro do tórax. Por esse motivo, foi necessária uma toracotomia, permitindo um melhor acesso à região, a identificação e o controle seguro das estruturas próximas. Dessa forma, a retirada do bócio pode ser realizada com maior segurança para a paciente”, explicou.

Após o procedimento, Marilene segue em recuperação e sob acompanhamento das equipes de saúde da Fundhacre.

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