O subcomandante do 6º Batalhão da Polícia Militar, capitão Thales Campos, esclareceu nesta quinta-feira (11) a ação policial que repercutiu nas redes sociais em Cruzeiro do Sul. Vídeos divulgados na quarta-feira (10) mostravam o momento da prisão de uma mulher de 19 anos e um confronto físico envolvendo policiais durante a ocorrência.
Durante o esclarecimento, o capitão apresentou informações sobre a dinâmica da ocorrência e os procedimentos adotados pela equipe policial.
Segundo o capitão, a situação teve início durante um patrulhamento da RP-01 na R. Hermôgenes Martins, quando os policiais identificaram a jovem conduzindo uma motocicleta com equipamentos considerados inadequados, como capacete fora das normas e calçado irregular, além de realizar uma conversão sem sinalização.
De acordo com o relato da corporação, a equipe tentou realizar a abordagem para orientação, mas a condutora teria fugido em alta velocidade, passando por cruzamentos e cometendo outras infrações de trânsito durante o trajeto.
A motociclista foi localizada na Rua 5 de Novembro, no bairro Cohab. Conforme informado pelo subcomandante, após a abordagem, a jovem teria resistido à prisão e tentado entrar em uma residência. Durante a ocorrência, também foram registrados desobediência, desacato, ofensas e injúrias.
Ainda segundo a Polícia Militar, familiares da jovem e outras pessoas que estavam no local interferiram durante a ação, dificultando a condução entrando em confronto físico com os policiais. Equipes da RP-02, do Grupo de Intervenção Rápida e Ostensiva (Giro) e da Rotam deram apoio à ocorrência.
O capitão Thales Campos, afirmou que a equipe manteve o controle da situação e utilizou técnicas de contenção. Segundo ele, os policiais tinham à disposição equipamentos como a arma de choque conhecida como Spark e a calibre 12 com munição de elastômero, popularmente chamada de “bala de borracha”, mas optaram pelo uso do contato físico durante a atuação.
“É importante a gente ressaltar e deixar bem claro para a sociedade como um todo, a polícia tem o monopólio legítimo da força, outorgada pelo Estado para o cumprimento das suas missões constitucionais. Vivemos em sociedade e todos nós devemos cumprir as leis, ninguém está acima da lei”, afirmou o subcomandante.
Conforme informado pela Polícia Militar, a jovem, a mãe e um irmão menor de idade foram encaminhados para os procedimentos legais. Todos os fatos registrados na ocorrência serão analisados conforme os procedimentos previstos na legislação.

