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Ponte que caiu em Sena estava interditada e sinalizada, reafirma Deracre

O Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre) esclareceu, em nota, que a ponte Frei Paolino Baldassari estava interditada desde às 15h de quinta-feira (4), com sinalizações.

De acordo com a nota enviada ao ContilNet, a empresa responsável, em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) recomendou a interdição da estrutura.

“A estrutura foi interditada e não havia autorização para passagem. Quem tentou atravessar pulou o tapume de forma irregular”, afirmou Alisson Silva, responsável pela Regional Purus do Deracre.

Ele destacou que a fiscalização foi reforçada e a ponte permanecerá interditada até que a empresa responsável conclua as análises técnicas de risco.

“A segurança está garantida e só haverá liberação após os estudos da empresa”, explicou.

O responsável também orientou a população sobre alternativas de deslocamento para o Segundo Distrito. “Há opções seguras, como o uso das catraias e o acesso pela estrada Mário Lobão. É fundamental que a população colabore e respeite a interdição para evitar novos acidentes”, ressaltou.

Ponte de Sena Madureira estava sinalizada/Foto: Deracre

De acordo com o Deracre, em 28 de maio o órgão já havia acionado a empresa responsável pela construção da ponte após identificar sinais de instabilidade na estrutura. Já na quinta-feira, 4 de junho, os engenheiros da empresa chegaram a Sena Madureira para acompanhar a situação junto às equipes do Deracre.

Após a avaliação técnica, a área foi interditada de forma imediata em ação conjunta entre Deracre, empresa responsável e Corpo de Bombeiros. Na sexta-feira, após a queda da estrutura, a empresa responsável pela construção foi novamente acionada.

A estrutura possui termo de recebimento provisório e segue dentro do prazo de garantia legal de cinco anos, conforme previsto em contrato e na legislação vigente. A ponte permanece sob responsabilidade da empresa construtora quanto às medidas técnicas necessárias para solução do problema.

Segundo a autarquia, a garantia contratual assegura ao poder público o direito de cobrar da empresa todas as providências necessárias para correção dos problemas identificados, sem ônus ao Estado.

Os representantes e responsáveis técnicos da empresa estarão em Rio Branco na segunda-feira para prestar esclarecimentos e avaliar a situação. A prioridade neste momento é a preservação da vida e a segurança das pessoas, de acordo com o Deracre.

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