A publicação da Portaria SDA/MAPA nº 1.623, de 12 de junho de 2026, trouxe um alerta importante para a piscicultura brasileira, especialmente para os produtores que trabalham com tilápia. A nova norma do Ministério da Agricultura e Pecuária atualiza a lista nacional de doenças de notificação obrigatória em animais aquáticos e inclui duas enfermidades que afetam diretamente a espécie: o Parvovírus da Tilápia (TiPV) e o Tilapinevírus (TiLV).
Embora o Acre seja reconhecido principalmente pela criação de peixes nativos, como tambaqui, pirarucu e matrinxã, a produção de tilápia também vem ganhando espaço em empreendimentos aquícolas do estado. Com a nova regulamentação, qualquer suspeita ou confirmação dessas doenças deverá ser comunicada ao Serviço Veterinário Oficial em até 24 horas.
A medida busca fortalecer o monitoramento sanitário da aquicultura nacional e ampliar a capacidade de resposta diante de surtos que possam comprometer a produção. As doenças virais da tilápia têm preocupado autoridades sanitárias em diversos países devido ao potencial de provocar mortalidade elevada e prejuízos econômicos aos produtores.
De acordo com a portaria, a obrigação de notificar não se restringe aos criadores. Profissionais que atuam em laboratórios, instituições de ensino, pesquisa, assistência técnica e inspeção sanitária também deverão informar imediatamente qualquer ocorrência suspeita.
Além das enfermidades que afetam a tilápia, a lista contempla doenças em peixes, moluscos, crustáceos e anfíbios consideradas relevantes para a sanidade aquícola e para o comércio internacional de organismos aquáticos.
Para o setor produtivo acreano, a atualização das regras representa mais um passo no fortalecimento dos controles sanitários da piscicultura, atividade que vem crescendo nos últimos anos e se consolidando como alternativa de renda para produtores rurais em diversas regiões do estado.
Especialistas destacam que a vigilância constante e a rápida comunicação de suspeitas são fundamentais para evitar a disseminação de agentes patogênicos, preservar a produtividade dos cultivos e garantir a segurança sanitária da cadeia produtiva. A expectativa do governo federal é que a nova lista contribua para manter a sanidade dos plantéis e ampliar a competitividade da aquicultura brasileira nos mercados nacional e internacional.

