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Presos cobram melhores condições e motim em delegacia de Guajará (AM) termina após intervenção de forças de segurança

Um motim registrado na Delegacia de Polícia Civil de Guajará, no Amazonas, mobilizou forças de segurança na última sexta-feira (12). A informação foi confirmada pelo delegado Adenilson Carlos, que relatou que a confusão começou por volta do meio-dia e só foi controlada após uma ação conjunta envolvendo a Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e uma equipe de intervenção tática do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen).

De acordo com o delegado, os detentos reivindicavam melhorias nas condições de custódia, incluindo mudanças na alimentação, aumento dos dias destinados ao banho de sol, visitas íntimas e outras demandas relacionadas à rotina carcerária.

Com o avanço da manifestação, porém, os presos passaram a danificar a estrutura da unidade policial. A rede elétrica foi comprometida, provocando a interrupção da comunicação na delegacia e gerando riscos à segurança do local. Durante a confusão, também houve uma tentativa de fuga.

Diante da situação, uma equipe especializada do Iapen, sediada em Cruzeiro do Sul, foi deslocada para Guajará e atuou na contenção do motim. A ordem foi restabelecida por volta das 18 horas do mesmo dia.

Segundo Adenilson Carlos, não houve feridos durante a intervenção. Apenas um detento precisou ser levado ao hospital devido a um problema de saúde pré-existente, retornando posteriormente à carceragem.

Atualmente, a delegacia abriga cerca de 45 custodiados entre presos provisórios e condenados. O delegado reconheceu que parte das reivindicações apresentadas pelos detentos é legítima e destacou que a unidade foi projetada para funcionar como delegacia, não como estabelecimento prisional destinado a receber um número elevado de presos.

Em relação às reclamações sobre a alimentação, Adenilson explicou que o Estado busca alternativas para garantir o fornecimento regular das refeições, mas enfrenta dificuldades para contratar empresas interessadas em prestar o serviço de forma permanente na região.

O episódio volta a evidenciar os desafios enfrentados pelas unidades policiais do interior do Amazonas, especialmente em relação à superlotação e às condições de custódia dos detentos.

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