Ícone do site O Juruá Em Tempo

Romulo Arantes Neto fala da participação em ‘Quem ama cuida’ e da carreira de empresário

Após três anos longe das novelas, Romulo Arantes Neto fez uma breve participação no início de “Quem ama cuida”, novela das 21h de Walcyr Carrasco. Na trama, ele foi um dos alvos da obsessão de Brigitte, interpretada por Tata Werneck. O ator se diz aberto para o possível retorno do personagem à história:

— Era uma participação pontual, e obviamente sabemos que sempre tem chances de as coisas mudarem na trama, porque é uma obra aberta. Quando fazemos novela, nunca nos limitamos a nada. Temos a consciência de que pode mudar alguma coisa, de que seu personagem pode ir embora para sempre ou de que ele pode não ficar para sempre. Foi uma delícia participar desse início e numa trama que traz um diálogo também muito interessante. É uma pauta forte, complexa e que tem bastante pano para a manga. Eu me coloquei à disposição para conversar caso seja necessário trazer o personagem Pituxo de novo. Mas acho importante que isso não seja uma vontade minha, e sim que a história se desenrole da melhor maneira possível.

Antes de “Quem ama cuida”, ele fez uma outra participação, em “Fuzuê” (2023). Sua última novela completa foi “Malhação: Toda forma de amar”, em 2019. O ator afirma que sente falta de trabalhar nesse formato:

— Novela, para mim, mexe muito. Eu tenho muita gratidão, porque foi o meu início. Foi basicamente todo o meu aprendizado. Tenho muito orgulho, não só por ter sido a minha escola, mas também por ser um formato que dialoga muito com a sociedade. É um produto muito popular, principalmente aqui no Brasil, e as nossas novelas realmente têm muita qualidade. Eu sempre vou receber qualquer convite com relação à novela com carinho. Isso não significa que eu vou querer fazer, porque nem sempre eu terei tempo. E às vezes algumas coisas não fazem sentido em determinadas fases da nossa vida, mas a paixão é grande. Sempre vou sentir saudade de fazer. É viciante.

Ele conta que usou esse tempo longe da TV para desenvolver uma outra faceta, a de empresário:

— Foi muito bom, por um lado, porque eu consegui fazer outros produtos, outras séries e filmes em outros lugares. Conheci muita gente nesse meio do caminho do mercado audiovisual e, ao mesmo tempo, comecei a minha vida empresarial. Nada na vida é por acaso, tudo acontece na hora certa. Estou muito feliz de ter agora evoluído essa parte e de ter lançado a minha marca, Arantz, e meu hotel na Serra do Rio de Janeiro, o Le Siramat (veja fotos abaixo). Consegui colocar para frente desejos, planos, objetivos e sonhos de uma outra faceta minha. Se eu não tivesse tido esse tempo, eu jamais poderia ter feito. Hoje em dia, a minha vida é pautada não só pelo artístico, que é a minha grande paixão, mas também pelo meu lado empreendedor e empresário, que começou na pandemia.

Romulo também está em pleno desenvolvimento na vida pessoal. Ele se casou com a influenciadora Mariana Saad em 2024 e conta que o casal conversa sobre ter filhos:

— Temos vontade de aumentar a família, com certeza. É um plano do casal ter filhos, inclusive, se Deus abençoar a gente, mais de um. A gente gosta de família grande e de casa cheia e animada.

Muito ligado à família, ele fala da relação com seu padrasto, o ator Otavio Muller, que se casou com a mãe de Romulo, Adriana Junqueira:

— O Otavio tem um papel fundamental na minha vida, primeiro por ser meu padrasto já há 30 anos. E ele representa também um papel muito importante na minha vida artística. É uma pessoa que obviamente se tornou um segundo pai e que sempre foi uma referência para mim no lugar artístico. Porque a paixão dele e a entrega para esse universo do ator e da dramaturgia são muito grandes. Ele sempre vai me motivar a nunca largar essa profissão. Nos conectamos muito nesse lugar. Existe uma admiração e um respeito mútuos nesse lugar do artístico, fora o familiar. É uma relação bem legal e que só melhora com o tempo.

Otavio entrou na vida de Romulo como padrasto algum tempo depois da morte do pai dele, o nadador e ator Romulo Arantes, que faleceu num acidente de ultraleve em 2000, aos 42 anos. O ator conta como lida com o luto até hoje:

— É olhar o copo meio cheio. Através da perda do meu pai, eu aprendi a buscar algo positivo na dor, na ausência. Busquei ser uma pessoa melhor, acabei, naturalmente, sendo uma pessoa mais forte e resiliente. Alguém que de fato vai atrás dos seus objetivos. A morte de pessoas amadas nos traz muita noção da finitude da vida. Entendemos que o tempo é curto e que pode ser mais curto ainda, dependendo de um incidente como um falecimento precoce. Eu vivo muito a vida e o presente. Eu não deixo para fazer amanhã o que eu posso fazer hoje.

Romulo Arantes Neto e Otavio Muller — Foto: Reprodução

Sair da versão mobile