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Sem café e almoço: falta de comida provoca protesto de presos na Delegacia de Guajará (AM)

A falta de alimentação na Delegacia de Guajará, no Amazonas, teria motivado uma manifestação de presos na sexta-feira (12), quando detentos bateram nas grades para cobrar o fornecimento de refeições. A informação foi repassada pelo advogado Aldenir Farache, que acompanha cerca de nove clientes custodiados na unidade.

Segundo o advogado, a situação envolvendo a alimentação dos presos já ocorre há cerca de um ano. Ele afirmou que, no dia da ocorrência, alguns detentos ainda não haviam recebido café da manhã e nem almoço.

“Na verdade, o que ocasionou aqui foi a falta de alimentação. É uma situação que já vem se arrastando há, mais ou menos, um ano.”, afirmou.

Faracho relatou que os presos também reclamam da qualidade das refeições oferecidas na unidade. Segundo ele, a alimentação estaria sendo alvo de questionamentos frequentes pelos detentos.

“A alimentação é uma qualidade péssima. Eles, quando não comem a conserva, é ovo com arroz, quando não é ovo com arroz, é salsicha”, disse.

De acordo com Aldenir Faracho, a situação registrada na delegacia não teria causado danos ao patrimônio e não se trataria de um motim com destruição dentro da unidade.

“Não houve, na verdade, nenhum motim. Eles apenas bateram nas grades, o patrimônio está preservado. Não houve quebra-quebra, está tudo normalizado lá dentro”, declarou.

O advogado também afirmou que alguns presos ficaram com marcas pelo corpo após a intervenção realizada na unidade e que o caso precisa ser apurado para esclarecer o que aconteceu.

“Existem presos com marcas de agressão, isso precisa ser verificado”, afirmou.

Além da alimentação, Faracho relatou que os detentos também reivindicam o direito à visita íntima. Segundo ele, alguns presos estariam há cerca de seis meses sem receber a visita, apesar de existir uma estrutura utilizada por outros internos.

O advogado comentou ainda sobre a permanência de presos na Delegacia de Guajará. Segundo ele, o local deveria ser utilizado principalmente para custódias provisórias, mas dificuldades de transferência e questões do sistema prisional fazem com que alguns detentos permaneçam na unidade.

Ao final, Faracho informou que pretende procurar o Ministério Público para solicitar a abertura de uma apuração sobre os acontecimentos registrados na sexta-feira (12), incluindo as denúncias relacionadas às possíveis agressões e às condições oferecidas aos presos.

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