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Sem laudo técnico, governo descarta por enquanto retirada de moradores próximos à Ponte Frei Paolino

Moradores de áreas próximas ao local onde ocorreu o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, ainda não precisarão deixar suas residências. A informação foi repassada nesta terça-feira, 9, pela presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Sula Ximenes, durante vistoria técnica realizada na região.

Segundo a gestora, apesar dos relatos sobre processos erosivos e alterações nas barrancas do rio após o acidente, o governo estadual ainda não possui qualquer laudo técnico que recomende a retirada preventiva de moradores.

Avaliações ainda estão em fase inicial

De acordo com Sula Ximenes, todas as análises realizadas até o momento são preliminares e não permitem conclusões definitivas sobre possíveis riscos às residências localizadas nas proximidades da ponte.

“Tudo que foi feito até agora foi uma avaliação preliminar, sem base em laudo técnico. Não há neste momento qualquer documento que indique necessidade de retirada de moradores. Assim que os resultados das vistorias forem concluídos, a população será devidamente informada”, afirmou.

A presidente do Deracre ressaltou que qualquer decisão relacionada à segurança das famílias dependerá dos estudos técnicos que estão sendo conduzidos por especialistas contratados para investigar as causas do desabamento.

Sula Ximenes diz que todas as análises realizadas até o momento são preliminares e não permitem conclusões definitivas – Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Erosão também será analisada

Além da estrutura da ponte, os técnicos deverão avaliar os relatos de desbarrancamentos e movimentações de solo observados por moradores após o acidente.

Segundo Sula Ximenes, ainda não é possível afirmar se os processos erosivos registrados na região têm relação direta com o colapso da ponte ou se são consequência de fatores naturais ligados ao comportamento do Rio Iaco.

“Não podemos dar respostas rápidas sem um laudo técnico. É preciso estudo para saber se o desbarrancamento foi consequência da ponte ou da oscilação do rio, que é o mais provável. Técnicos qualificados vão analisar o caso para que possamos ter um diagnóstico preciso”, declarou.

Diagnóstico deve orientar próximas decisões

A avaliação está sendo realizada por engenheiros, geólogos e consultores especializados que participaram de uma vistoria no local nesta terça-feira.

O trabalho faz parte da elaboração do laudo técnico que deverá apontar as causas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari e também analisar os impactos provocados na área ao redor da estrutura.

Segundo o governo, somente após a conclusão dos estudos será possível definir eventuais medidas relacionadas à segurança das famílias que vivem próximas ao local do acidente.

Enquanto isso, as autoridades afirmam que o monitoramento da área continua sendo realizado e que novas informações serão divulgadas à medida que os levantamentos técnicos avancem.

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