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Trump quer “eliminar grupos criminosos”, diz porta-voz dos EUA sobre PCC e CV

A poucos dias de entrar em vigor a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais, o governo dos Estados Unidos elevou o tom sobre o objetivo da medida.

Em entrevista à CNN Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, afirmou que o presidente Donald Trump pretende utilizar todos os instrumentos disponíveis para combater as duas facções brasileiras.

Segundo ela, o enquadramento faz parte de uma estratégia mais ampla de segurança adotada pela Casa Branca desde o início do novo mandato de Trump.

“O presidente Trump deixou muito claro desde o início do seu mandato que ele vai utilizar todas as ferramentas à nossa disposição para combater esses grupos criminosos que estão atuando na nossa região e para proteger a segurança dos Estados Unidos”, declarou Roberson à CNN Brasil.

A representante do Departamento de Estado foi além ao descrever o objetivo da política americana. “O presidente Trump está atuando para eliminar estes grupos”, afirmou.

As declarações ocorrem poucos dias após Washington anunciar oficialmente a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas globais especialmente designadas. A decisão foi divulgada pelo Departamento de Estado na última quinta-feira (28) e passa a produzir efeitos a partir de 5 de junho.

O que muda com a classificação

A designação amplia significativamente os instrumentos disponíveis às autoridades americanas para agir contra indivíduos, empresas e organizações que mantenham relações financeiras ou operacionais com os grupos enquadrados.

Na prática, o governo dos EUA poderá bloquear ativos vinculados às facções sob jurisdição americana, restringir transações financeiras e impor sanções a pessoas físicas e jurídicas que forneçam apoio material aos grupos.

A medida também gera preocupações em autoridades brasileiras e no setor financeiro, já que a legislação americana prevê alcance extraterritorial em determinadas situações. Isso significa que bancos, empresas e instituições estrangeiras podem ser alvo de investigações ou restrições caso sejam identificadas relações com atividades ligadas às organizações sancionadas.

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