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Violência no entorno de escolas faz alunos faltarem às aulas no Acre, aponta IBGE

A violência no entorno das escolas tem impactado diretamente a frequência de estudantes no Acre e em Rio Branco. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a maioria dos adolescentes que faltou às aulas por medo do trajeto entre casa e escola estudava em locais onde diretores relataram situações de violência na comunidade.

No Acre, 93,2% dos estudantes de 13 a 17 anos que deixaram de frequentar a escola ao menos um dia nos 30 dias anteriores à pesquisa por não se sentirem seguros no caminho estudavam em instituições localizadas em áreas com registros de violência. O percentual é superior à média da Região Norte, de 81,6%, e também acima da média nacional, de 87,2%.

Entre os principais episódios relatados pelos gestores escolares acreanos estão assaltos e roubos, mencionados por 66,8% dos entrevistados. Casos relacionados à venda de drogas aparecem em 70,1% das respostas, enquanto situações de agressão física ou espancamento foram citadas por 62,7%.

Os registros de tiros ou tiroteios também aparecem no levantamento, embora em menor proporção. No Acre, esse tipo de ocorrência foi relatado por 20% dos diretores ou responsáveis pelas escolas.

Rio Branco apresenta índices acima da média nacional

Na capital acreana, os indicadores são ainda mais elevados. Segundo a pesquisa, 94,3% dos estudantes que faltaram à escola por medo da violência no trajeto frequentavam instituições localizadas em áreas onde os gestores relataram algum tipo de violência.

Os assaltos e roubos foram mencionados por 82,1% dos responsáveis pelas escolas da capital, percentual superior à média nacional das capitais, que ficou em 88,7%. Já os casos de agressão física ou espancamento alcançaram 67,9%.

A pesquisa também aponta que 60,8% dos gestores de escolas de Rio Branco relataram situações relacionadas à venda de drogas na localidade das unidades de ensino. Episódios de tiros ou tiroteios foram registrados por 43% dos entrevistados.

Suspensão de aulas por violência

Outro dado levantado pela PeNSE mostra que a violência também chegou a provocar interrupções nas atividades escolares.

No Acre, 3,4% dos estudantes estudavam em escolas que tiveram aulas suspensas ou interrompidas ao menos uma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa por motivos relacionados à segurança. Em todos os casos registrados no estado, a suspensão ocorreu uma única vez.

Em Rio Branco, o percentual foi maior: 7,1% dos alunos estavam matriculados em escolas que precisaram interromper as atividades devido a episódios de violência. Assim como no restante do estado, todas as ocorrências registradas aconteceram apenas uma vez no período analisado.

A pesquisa do IBGE ouviu estudantes de 13 a 17 anos e analisou informações fornecidas pelos responsáveis pelas unidades de ensino em todo o país, permitindo identificar os impactos da violência no ambiente escolar e na rotina dos alunos.

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