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Acre arrecada R$ 3,31 bilhões em impostos no 1° semestre de 2026

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: redação. 01/07/2026 às 14:03

Os contribuintes acreanos pagaram R$ 3.318.608.444,66 em tributos entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, segundo levantamento do Impostômetro, painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que acompanha, em tempo real, a arrecadação de impostos, taxas e contribuições dos governos federal, estadual e municipal. O valor também inclui multas, juros e correção monetária.

Na capital acreana, Rio Branco concentrou R$ 1.298.293.457,02 em arrecadação municipal no primeiro semestre. O montante representa cerca de 39% de toda a arrecadação registrada no estado, reforçando o peso econômico da capital na geração de receitas tributárias.

Em âmbito nacional, a arrecadação ultrapassou a marca de R$ 2 trilhões ainda no primeiro semestre pela primeira vez na história do Impostômetro, reflexo do crescimento da atividade econômica, da inflação e da ampliação da base de incidência dos tributos.

O Impostômetro utiliza informações de diversos órgãos oficiais para consolidar os dados. Entre as fontes estão a Receita Federal, a Secretaria do Tesouro Nacional, a Caixa Econômica Federal, o Tribunal de Contas da União, o IBGE, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), as Secretarias Estaduais de Fazenda e os Tribunais de Contas dos Estados. As receitas municipais são apuradas com base em dados do Tesouro Nacional, dos próprios municípios e dos Tribunais de Contas.

Embora os valores impressionem, a arrecadação não representa recursos disponíveis exclusivamente para investimentos. Os tributos financiam despesas obrigatórias da União, dos estados e dos municípios, como saúde, educação, segurança pública, previdência, pagamento de servidores, manutenção da máquina pública e investimentos em infraestrutura.

Para efeito de comparação, os R$ 3,31 bilhões arrecadados no Acre no primeiro semestre seriam suficientes para comprar cerca de 41 mil carros populares, considerando um preço médio de R$ 80 mil por veículo, ou financiar aproximadamente 22 mil moradias populares com custo estimado de R$ 150 mil por unidade. A comparação serve apenas para dimensionar o volume de recursos arrecadados e não representa a destinação efetiva dos tributos.

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