Com a estiagem se aproximando e a previsão de um segundo semestre marcado por temperaturas elevadas e redução das chuvas, o Governo do Acre oficializou a criação do Gabinete de Crise Hídrica. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (16), busca fortalecer a resposta do poder público aos impactos da seca, que afetam diretamente o abastecimento de água, a navegação, as comunidades rurais e a produção agropecuária.
A composição do gabinete foi definida por meio da Portaria nº 32, de 15 de julho de 2026, assinada pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC). O grupo será responsável por monitorar continuamente a situação hídrica do estado, articular ações entre os órgãos públicos, coordenar medidas emergenciais e propor estratégias para reduzir os impactos da crise sobre a população.
Para o setor agropecuário, a iniciativa ocorre em um momento de atenção. A redução das chuvas e a queda do nível dos rios podem comprometer o abastecimento de água para propriedades rurais, dificultar o transporte da produção, aumentar o risco de queimadas e provocar prejuízos às atividades agrícolas e pecuárias.
O Gabinete de Crise Hídrica reúne representantes de 14 órgãos e entidades estaduais. Entre os titulares estão o secretário da Casa Civil, Ítalo César Soares de Medeiros, e a secretária de Estado do Meio Ambiente, Renata Silva e Souza.
Também participam representantes das secretarias de Governo (Segov), Comunicação (Secom), Saúde (Sesacre), Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Corpo de Bombeiros Militar (CBMAC), Polícia Militar (PMAC), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação dos Serviços Ambientais (IMC), Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) e da própria Defesa Civil Estadual.
De acordo com a portaria, os integrantes participarão de reuniões ordinárias e extraordinárias convocadas pela coordenação do gabinete e poderão compor grupos técnicos voltados ao enfrentamento de situações específicas relacionadas à crise hídrica.
A criação do gabinete reforça a preparação do Estado para um período em que a estiagem costuma provocar redução dos níveis dos rios, dificuldades logísticas, aumento dos focos de incêndio e impactos sobre a produção agropecuária.

