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Acre entra na lista de estados com focos de calor; Ministério da Saúde alerta para riscos da fumaça

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: A Gazeta do Acre. 22/07/2026 às 08:44

O Acre está entre os 15 estados brasileiros que registraram focos de calor no mais recente monitoramento divulgado pelo Ministério da Saúde. O informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, publicado nesta terça-feira, 21, aponta que o estado contabilizou 13 focos de calor entre os dias 5 e 11 de julho e reforça orientações para reduzir os impactos da fumaça na saúde da população.

Ao todo, o levantamento identificou 1.153 focos de calor distribuídos em 15 estados. O Tocantins lidera o ranking, com 227 registros, seguido por Mato Grosso (181) e Bahia (122). O Acre aparece entre as unidades da federação com menor número de ocorrências no período.

O monitoramento faz parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, e reúne dados sobre focos de calor, qualidade do ar e população potencialmente exposta à fumaça. As informações são utilizadas para orientar a atuação das equipes de vigilância em saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos provocados pelos incêndios florestais.

El Niño aumenta risco de queimadas

Segundo o Ministério da Saúde, o acompanhamento ocorre durante a atuação do fenômeno El Niño, que tem previsão de permanecer até o início de 2027. O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial pode alterar os padrões de chuva e temperatura no Brasil.

Para o trimestre de julho, agosto e setembro, a previsão indica chuvas abaixo da média no Centro-Norte do país e temperaturas acima do normal em praticamente todo o território nacional. Esse cenário favorece períodos de estiagem, reduz a umidade do ar e aumenta as condições para a ocorrência e propagação de incêndios florestais.

Além dos impactos ambientais, a fumaça das queimadas pode comprometer a qualidade do ar e afetar principalmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias, cardiovasculares ou imunológicas.

Riscos à saúde

Entre os indicadores monitorados pelo Ministério da Saúde está o material particulado fino (MP2,5), formado por partículas microscópicas capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório.

A exposição prolongada a elevadas concentrações desse poluente pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares já existentes, além de aumentar a procura por atendimentos médicos e hospitalizações. Por isso, o monitoramento permite identificar municípios e regiões com maior exposição à fumaça e orientar medidas de prevenção e resposta do SUS.

Como se proteger da fumaça

O Ministério da Saúde orienta a população a adotar medidas para reduzir a exposição aos efeitos da fumaça dos incêndios florestais. Entre as principais recomendações estão:

O Ministério também recomenda atenção redobrada a crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, que devem procurar atendimento médico ao surgimento de sintomas respiratórios ou em caso de agravamento do quadro clínico.

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