Dez pessoas morreram em acidentes de trânsito no Acre durante o mês de junho de 2026, e nove delas eram homens. Os dados constam em levantamento divulgado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIPC), por meio da Coordenação de Estatística e Análise de Dados (COEAD), que monitora mensalmente as mortes violentas no estado.
O número de mortes registrado em junho é superior ao de maio, quando foram contabilizados nove óbitos, mas inferior ao do mesmo período de 2025, que teve 11 vítimas fatais. A Polícia Civil ressalta que os dados podem ser atualizados conforme o andamento das investigações.
As colisões foram responsáveis pela maior parte das mortes registradas no mês. Dos 10 óbitos contabilizados em junho, sete ocorreram nesse tipo de acidente. O levantamento também registra dois atropelamentos e uma morte decorrente de queda.
Perfil das vítimas
Os homens representaram 90% das vítimas fatais no período. Das 10 pessoas que morreram em acidentes de trânsito, nove eram do sexo masculino e uma era mulher.
Em relação à raça/cor, todas as vítimas foram classificadas como pardas.
O levantamento também mostra que os acidentes fatais atingiram diferentes faixas etárias. Foram registradas duas mortes entre adolescentes de 12 a 17 anos, duas entre jovens de 18 a 24 anos, uma entre pessoas de 25 a 29 anos, duas entre adultos de 30 a 34 anos, uma entre 35 e 39 anos e duas entre idosos com 60 anos ou mais.
Primeiro semestre
No acumulado dos seis primeiros meses de 2026, o Acre registrou 43 mortes em acidentes de trânsito, contra 47 no mesmo período do ano passado.
Na comparação mensal, janeiro contabilizou 11 mortes, fevereiro cinco, março seis, abril duas, maio nove e junho 10.
O relatório também aponta que o número de vítimas fatais acompanhou comportamento semelhante ao longo do semestre. Em janeiro foram registradas 11 vítimas, em fevereiro cinco, em março sete, em abril duas, em maio 10 e, em junho, outras 10.
Os dados integram o monitoramento mensal das Mortes Violentas Intencionais (MVI), elaborado pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e ao Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

