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Acre registra 50 mortes por síndrome respiratória; crianças e adolescentes representam mais da metade dos óbitos

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: A Gazeta do Acre. 22/07/2026 às 08:39

As síndromes respiratórias graves já provocaram 50 mortes no Acre em 2026, e, pela primeira vez nos últimos anos, a maior parte das vítimas não está entre os idosos. Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) nesta terça-feira, 21, revela que 51% dos óbitos registrados neste ano ocorreram entre crianças e adolescentes de até 19 anos, indicando uma mudança no perfil da doença no estado.

Segundo o levantamento, o Acre contabiliza 50 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras 27 semanas epidemiológicas de 2026. Embora o número seja inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 147 óbitos, e de 2025, com 97 mortes, a distribuição por faixa etária acendeu um novo alerta para as autoridades de saúde.

Mudança no perfil das vítimas

De acordo com a Sesacre, o grupo de idosos com 60 anos ou mais, que liderava as estatísticas de mortes por SRAG nos últimos anos, apresentou redução em 2026. Em contrapartida, crianças de até 9 anos registraram o maior crescimento de óbitos no triênio analisado.

O boletim destaca que, no balanço das primeiras 27 semanas epidemiológicas deste ano, crianças e adolescentes de até 19 anos responderam por 51% de todas as mortes por síndrome respiratória grave no Acre, um cenário diferente do observado em 2024 e 2025, quando a maior parte das vítimas era composta por idosos.

Os dados por faixa etária mostram que os maiores números de óbitos em 2026 foram registrados entre crianças menores de 2 anos, de 2 a 4 anos e de 5 a 9 anos, além de adolescentes de 10 a 19 anos. Entre os idosos, apesar de ainda haver registros, a quantidade de mortes caiu em comparação aos dois anos anteriores.

Cenário preocupa autoridades de saúde

Além do aumento proporcional de mortes entre crianças e adolescentes, o boletim também aponta que 2026 registra o maior número de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave dos últimos três anos, com 1.929 casos contabilizados até a 27ª semana epidemiológica.

A Sesacre reforça que as síndromes respiratórias continuam exigindo atenção da população, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades. A orientação é manter a vacinação contra a gripe atualizada, além de adotar medidas de prevenção, como higiene frequente das mãos, etiqueta respiratória e uso de máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes com maior risco de transmissão.

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