O Acre foi um dos estados que mais ampliaram o número de empregos com carteira assinada na Região Norte em maio de 2026. É o que revela a mais recente edição do Boletim Economia Regional, elaborado pelo BB Assessoramento Econômico e divulgada neste mês de julho.
De acordo com o levantamento, o estado apresentou crescimento de 0,77% no estoque de empregos formais, um dos melhores desempenhos da região, ao lado do Amapá. O resultado reforça o avanço do mercado de trabalho acreano em um cenário de expansão do emprego formal no Norte do país.
Segundo o estudo, a Região Norte registrou crescimento de 0,21% no estoque de empregos formais em relação ao mês anterior, com geração líquida de 5,1 mil novas vagas. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor de Serviços, responsável por um saldo positivo de aproximadamente 2,5 mil postos de trabalho, seguido pelos setores da Construção Civil, Indústria e Comércio.
Em contrapartida, a Agropecuária apresentou retração, com fechamento de 829 vagas, sendo o único setor da economia regional a registrar saldo negativo no período.
No comparativo entre os estados, o Acre aparece entre os destaques positivos. O Pará, maior economia da Região Norte, registrou crescimento de 0,25% no emprego formal, com saldo de cerca de 2,5 mil vagas, enquanto o Amazonas também apresentou geração líquida de empregos, impulsionada principalmente pelo setor de Serviços, responsável pela abertura de 785 postos formais.
Desemprego ainda apresenta diferenças entre os estados
O levantamento também mostra que o mercado de trabalho da Região Norte continua marcado por grandes diferenças entre os estados.
Enquanto o Amapá possui a maior taxa de desocupação do país, Rondônia registra a menor taxa de desemprego da região, com 3,7%, figurando entre as cinco menores do Brasil.
No Acre, a taxa de desocupação ficou em 8,2%, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, referente ao primeiro trimestre de 2026. Em relação à renda, o estudo destaca que a Região Norte continua entre aquelas com menor rendimento médio do país, apesar do crescimento real de 4,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Perfil econômico da Região Norte
O boletim do BB Assessoramento Econômico também apresenta um panorama da economia regional. A Região Norte responde por 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, possui uma população estimada em 18,8 milhões de habitantes, distribuída em 450 municípios, e registra PIB per capita de R$ 36.678.
A composição da atividade econômica é liderada pelo setor de Serviços, responsável por 61,4% da economia regional. A Indústria representa 26,2% do PIB, enquanto a Agropecuária responde por 12,4%.

