O Acre aparece com duas unidades de conservação e uma terra indígena entre as áreas protegidas mais desmatadas da Amazônia Legal em junho de 2026, segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon. O levantamento, divulgado nesta sexta-feira, 24, também coloca Feijó entre os dez municípios com maior área desmatada da região no período.
Além de mostrar o avanço do desmatamento sobre áreas protegidas, o relatório reforça a preocupação com a pressão sobre territórios destinados à conservação ambiental e à proteção dos povos indígenas.
Feijó está entre os municípios mais críticos
Feijó é o único município acreano entre os dez mais desmatados da Amazônia Legal em junho. O município ocupa a 6ª colocação no ranking elaborado pelo Imazon, com 10 quilômetros quadrados de floresta derrubados durante o mês.
A lista é liderada por Altamira (PA), com 33 km² de desmatamento, seguida por Portel (PA), Colniza (MT), Marcelândia (MT) e Aripuanã (MT).
Duas unidades de conservação do Acre entram no ranking
Entre as unidades de conservação mais desmatadas da Amazônia Legal, o Acre aparece com duas áreas na lista.
A Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex Chico Mendes) ocupa a 6ª posição, com 1 quilômetro quadrado de desmatamento registrado em junho.
Já a Floresta Estadual (FES) Afluente do Complexo do Seringal Jurupari aparece na 10ª colocação, com 0,3 quilômetro quadrado de floresta derrubada no período.
As duas áreas integram o ranking das dez unidades de conservação com maior registro de desmatamento na Amazônia Legal durante o mês.
Terra indígena também registra desmatamento
O levantamento também coloca a Terra Indígena Kaxinawá Nova Olinda entre as dez terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal em junho.
A área ocupa a 6ª posição do ranking, com 0,1 quilômetro quadrado de desmatamento registrado no período.
Estado registrou alta no desmatamento
Os dados estaduais do Imazon mostram que o Acre registrou 27 quilômetros quadrados de desmatamento em junho, um aumento de 29% em relação ao mesmo mês de 2025, quando haviam sido registrados 21 km².
Com esse resultado, o estado respondeu por 9% de toda a área desmatada na Amazônia Legal no período e ficou na quarta posição entre os estados que mais desmataram a floresta, atrás apenas de Pará, Mato Grosso e Amazonas.
Ao todo, a Amazônia Legal registrou 309 quilômetros quadrados de desmatamento em junho, uma redução de 5% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

