O Juruá em Tempo O Juruá em Tempo
Acre

Acre terá baixa cobertura de beneficiamento de ramais em 2026

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: AC24agro. 10/07/2026 às 08:35

O número de 20 mil quilômetros de ramais é uma estimativa. Mas oferece dimensão do desafio para o Governo do Acre e para as prefeituras. O problema foi que o ano de 2026, contaminado pelo ambiente eleitoral, acabou impactando o órgão de Estado estratégico para as obras em ramais: o Deracre. Além disso, a maior prefeitura do Acre anuncia somente agora, em julho, ações estruturantes que deveriam ter sido feitas bem antes da chegada do verão. A cena é de muita dificuldade para o agricultor de base familiar já pensando no ciclo 2026/2027.

A ação estruturante de formação em Operação de Máquinas Pesadas, executada pela Prefeitura de Rio Branco em parceria com o Instituto Brasil World Qualifica, é uma necessidade. No entanto, chega tarde à agenda da agricultura local.

As máquinas dos programas federais ProMaq e Inova já deveriam estar sendo operadas por esses profissionais que, apenas agora, em julho, começam a ser orientados. Essa transversalidade das ações de governo precisam ser mais eficazes: o que o Governo Federal oferece precisa ser observado pelo prefeito da cidade mais modesta.

Parte das máquinas e implementos agrícolas do Programa Inova ainda está na sede do Ministério da Agricultura, em Rio Branco, quando já deveria estar nos municípios. Para o agricultor de base familiar, assistir às entregas de centenas de máquinas, ouvir horas de discurso de políticos fazendo campanhas antecipadas para capitalizar uma ação da qual nem eles mesmos são os autores e, mesmo assim, não sentir o efeito prático daquele anúncio passando no ramal de sua propriedade é muito ruim.

E é justamente isso o que deve acontecer em 2026. Entre os presidentes de associações rurais e sindicatos, o desânimo e a descrença são grandes. “O trabalhador está cansado. Mas não é cansado da lida com a agricultura. Esse cansaço ele não tem porque foi a vida inteira nisso. Ele está cansado é desse falatório o tempo inteiro sem nada de concreto acontecer”, disse um dirigente que não quis se identificar por receio de represália. “Se você escrever meu nome aí no seu papel, aí que eles não vão mesmo no meu ramal”, brincou.

A situação mais grave é a vivenciada no Deracre. A nomeação do engenheiro civil Lucas Oliveira para a presidência do Deracre não vai mudar nada. Existe uma lógica imposta ao Deracre que dificilmente o jovem engenheiro civil, herdeiro de um cenário de crise, vai conseguir reverter. O que deve fazer é agilizar o que já foi planejado. Caso faça isso, já é um ganho. 

Sair da versão mobile