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Caso de menina internada após suspeita de ingestão de soda cáustica passa a ser acompanhado pelo Ministério Público

Por Redação Juruá em Tempo.7 de julho de 20263 Minutos de Leitura
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instaurou um procedimento para acompanhar as investigações sobre o caso da menina de 11 anos internada em estado grave após a suspeita de ingestão de uma mistura contendo soda cáustica e um medicamento, em Rio Branco. Além de fiscalizar a apuração conduzida pela Polícia Civil, o órgão pretende verificar a necessidade de adoção de medidas de proteção à vítima e acompanhar a produção das provas.

O caso veio à tona após denúncia feita pela pastora Regiane Maciel, vizinha da família e responsável por socorrer a criança. Ela registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav).

Conforme a denúncia, a menina teria sido obrigada pela madrasta a ingerir um produto corrosivo. A Polícia Civil confirmou o recebimento da ocorrência e informou que o caso segue sob investigação.

Segundo a portaria assinada pelo promotor de Justiça Thalles Ferreira, a Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania acompanhará a apuração da possível prática de crimes como tentativa de homicídio, tortura, maus-tratos ou outras infrações, de acordo com os elementos que forem produzidos durante as investigações.

Diligências

Entre as primeiras providências adotadas, o promotor realizou uma visita à unidade hospitalar onde a criança está internada para obter informações institucionais sobre o caso.

O MP também requisitou:

  • cópia do inquérito policial e atualizações sobre as investigações;
  • relatório sobre o estado clínico da vítima, preservado o sigilo médico;
  • perícia no produto químico supostamente ingerido pela criança;
  • perícia sobre as lesões apresentadas pela vítima.

Violência doméstica e discriminação

Além das circunstâncias da ocorrência, o Ministério Público também pretende apurar se a violência pode ter sido motivada por alguma condição de vulnerabilidade da criança, considerando aspectos como a idade, o gênero ou a condição de enteada.

O procedimento ainda prevê a verificação da existência de eventual contexto de violência doméstica ou familiar e de registros anteriores envolvendo a família.

Conselho Tutelar

Outra medida determinada pela Promotoria é o acionamento do Conselho Tutelar para avaliar a situação da vítima e de eventuais irmãos, além da adoção das medidas protetivas consideradas necessárias.

O procedimento tramitará sob sigilo em relação à identificação da criança e, quando cabível, dos demais envolvidos, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a legislação de proteção às vítimas de violência.

Relembre o caso

A menina de 11 anos está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into-AC), em Rio Branco.

Segundo a denúncia registrada na Polícia Civil pela pastora Regiane Maciel, vizinha da família, a menina teria sido obrigada pela madrasta a ingerir uma mistura contendo soda cáustica e um medicamento. Ainda conforme o relato, a criança vinha sofrendo maus-tratos e o pai estaria presente no momento dos fatos. Essas informações integram a denúncia e são investigadas pela Polícia Civil.

De acordo com informações divulgadas pela pastora, exames apontaram lesões graves no esôfago, garganta, estômago e parte das vias respiratórias da menina. O estado de saúde continua sendo considerado grave.

Por: Iryá Rodrigues.
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