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Com menos de mil casos confirmados, Acre registra queda de mais de 80% na dengue em 2026

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: A Gazeta do Acre. 09/07/2026 às 15:03

Menos de mil casos confirmados de dengue foram registrados no Acre nos primeiros meses de 2026, segundo o novo boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira, 9, pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Até a 20ª semana epidemiológica, o estado contabilizou 993 casos confirmados, uma redução de 84,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 6.407 casos.

Os dados abrangem o período entre 4 de janeiro e 23 de maio de 2026 e mostram também uma redução expressiva no número de casos prováveis da doença. Neste ano, foram registrados 1.455 casos prováveis, contra 7.063 no mesmo intervalo de 2025, o que representa uma queda de 79,3%.

Apesar da diminuição dos registros, a Sesacre alerta que a dengue continua circulando no estado. O boletim aponta uma taxa de incidência de 165,2 casos por 100 mil habitantes, classificada como de nível médio, indicando que o monitoramento e as ações de prevenção devem ser mantidos.

Casos graves e mortes

O levantamento registra 15 casos de dengue com sinais de alarme e informa que duas mortes estão em investigação. Os óbitos suspeitos ocorreram entre moradores de Rio Branco e Sena Madureira.

Dos 993 casos confirmados, 706 (71,1%) tiveram confirmação por exames laboratoriais, enquanto 286 (28,8%) foram confirmados por critério clínico-epidemiológico. Segundo o boletim, a predominância das confirmações laboratoriais reforça a capacidade diagnóstica da rede de saúde para diferenciar a dengue de outras doenças com sintomas semelhantes.

Queda não elimina risco

Na avaliação da Sesacre, a redução dos casos pode estar relacionada a fatores como maior imunidade da população ao sorotipo predominante do vírus (DENV-1), intensificação das ações de combate ao mosquito e condições ambientais e climáticas. Ainda assim, o boletim ressalta que o cenário exige vigilância constante.

Entre os pontos de atenção destacados está o risco de mudança no comportamento da doença com a reintrodução do sorotipo DENV-3, além da necessidade de manter as ações de vigilância epidemiológica, controle do mosquito e vacinação para evitar um novo aumento no número de casos.

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