Em Cruzeiro do Sul, os casos de malária tiveram uma redução de quase 50% de janeiro a julho deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Os casos prováveis de dengue também tiveram uma diminuição de 88% este ano com relação ao mesmo período de 2025.
Segundo o coordenador da Divisão de Controle de Vetores da Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro do Sul, Leonísio Messias, com menos chuvas e melhores condições de acesso às comunidades, a Vigilância em Saúde intensificou o trabalho de combate à dengue e à malária, alcançando uma redução significativa dos casos das duas doenças no município.
Entre a 1ª e a 27ª semana epidemiológica, Cruzeiro do Sul registrou uma redução de 88% nos casos prováveis de dengue. Em 2025, haviam sido contabilizados 2.367 casos prováveis. No mesmo período de 2026, esse número caiu para 179.
Mesmo com a queda expressiva, a Vigilância reforça que medidas simples continuam sendo fundamentais para impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, como manter caixas-d’água bem tampadas, eliminar recipientes que acumulem água e permitir a entrada dos agentes de endemias nas residências.
A redução também é significativa nos casos de malária. Aproveitando a estiagem, as equipes conseguem chegar a ramais e comunidades que permaneciam isolados durante o inverno amazônico, ampliando a busca ativa por pacientes, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato.
Entre 1º de janeiro e 6 de julho de 2025, foram registrados 1.536 casos de malária. No mesmo período deste ano, o número caiu para 797, representando uma redução de 48%.
“É um período importante para reforçar as ações e a orientação à população. O resultado com relação às duas doenças é consequência do trabalho contínuo da Vigilância em Saúde, somado ao comprometimento da população em adotar medidas preventivas. A expectativa é manter os índices em queda durante todo o período de estiagem, consolidando Cruzeiro do Sul como referência no enfrentamento às doenças transmitidas por vetores no Vale do Juruá”, disse Leonísio.

