A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Acre deve alcançar 205,5 mil toneladas em 2026, crescimento de 9,9% em relação à safra de 2025, quando foram produzidas 186,9 mil toneladas. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que o avanço da produção no estado é impulsionado, principalmente, pelo aumento das estimativas para as duas safras de milho e para a soja, que seguem entre as principais culturas agrícolas do Acre.
Entre os destaques positivos está o milho da segunda safra, cuja produção deve passar de 43.465 para 50.851 toneladas, alta de 17%. Já o milho da primeira safra tem estimativa de 86.405 toneladas, crescimento de 8,3% em relação ao ciclo anterior.
A soja também apresenta avanço, com produção estimada em 61.479 toneladas, aumento de 8,5% frente às 56.659 toneladas registradas em 2025.
Outro produto com projeção de crescimento é a mandioca, cuja safra deve atingir 501.622 toneladas, incremento de 1,5% sobre as 494.311 toneladas do ano passado.
Também registram crescimento o café canephora, com alta de 5,1%, passando de 6.632 para 6.969 toneladas; a cana-de-açúcar, com aumento de 1,1%, chegando a 10.289 toneladas; e o fumo, que sobe 4,3%, alcançando 120 toneladas.
Arroz, feijão e banana recuam
Nem todas as culturas, no entanto, apresentam resultado positivo. A estimativa do IBGE aponta queda na produção de alguns alimentos importantes.
O arroz deve registrar retração de 6,1%, passando de 4.246 para 3.989 toneladas. O feijão da segunda safra tem previsão de queda de 2,1%, com produção estimada em 2.769 toneladas, ante 2.829 toneladas em 2025.
A produção de banana também deve diminuir, saindo de 89.738 para 87.347 toneladas, redução de 2,7%. Já o amendoim da primeira safra apresenta a maior retração proporcional entre os produtos acompanhados pelo levantamento, com queda de 50%, passando de 24 para 12 toneladas.
Cenário nacional
Em todo o país, o IBGE estima uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, volume 0,4% superior ao registrado em 2025. Apesar do crescimento na comparação anual, a projeção representa uma redução de 0,8% em relação à estimativa divulgada em maio.
Os três principais produtos do grupo continuam sendo soja, milho e arroz, que, juntos, representam 92,8% da produção nacional estimada e 87,4% da área a ser colhida. Segundo o levantamento, a produção brasileira de soja deve atingir 174,8 milhões de toneladas, enquanto a do milho é estimada em 136,5 milhões de toneladas, considerando as duas safras. O arroz, por sua vez, tem previsão de produção de 11,2 milhões de toneladas.

