A menina de 11 anos internada após suspeita de ter sido obrigada a ingerir soda cáustica apresentou evolução no quadro de saúde e segue em recuperação no Hospital da Criança, em Rio Branco. Depois de deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no último dia 13 de julho e passar por um período de isolamento, ela foi transferida para a enfermaria na sexta-feira, 17, onde permanece sob cuidados médicos e com previsão de receber alta nos próximos dias.
Em entrevista ao A GAZETA, na manhã desta terça-feira, 21, o conselheiro tutelar Celson Inácio, que acompanha o caso, informou que a criança apresenta boa recuperação e que todas as informações relacionadas ao tratamento e à futura alta estão sendo encaminhadas ao Poder Judiciário.
“Sim, de fato ela está bem, graças a Deus. Está se recuperando bem e seguindo todos os trâmites da saúde. Há previsão de alta, sim. Como a situação ocorre em segredo de Justiça, todo informe sobre a alta e as informações referentes ao estado dela são repassados diretamente ao Judiciário, de onde serão feitos todos os trâmites cabíveis”, afirmou.
Alta será acompanhada pela Justiça
Como o caso tramita sob segredo de Justiça, o hospital não divulga informações detalhadas sobre o estado clínico da paciente. Segundo o Conselho Tutelar, após a alta médica, caberá ao Judiciário definir as medidas de proteção e o destino da criança.
A definição ficará sob responsabilidade da Vara da Infância e da Juventude, que acompanha o caso desde o início das investigações.
Relembre o caso
A menina foi internada no dia 3 de julho, após dar entrada no Hospital da Criança com sintomas de intoxicação provocada por uma substância corrosiva. Ela havia sido socorrida de uma residência localizada no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco.
A Polícia Civil investiga a denúncia de que a madrasta da criança teria forçado a menina a ingerir soda cáustica. A mulher teve a prisão preventiva decretada e permanece à disposição da Justiça.
Por envolver uma menor de idade e uma investigação de elevada gravidade, o processo tramita sob segredo de Justiça, o que restringe a divulgação de detalhes sobre o andamento do caso e as medidas adotadas para proteção da vítima.

