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Operação Red Ignis: Justiça condena sete integrantes de facção criminosa

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: redação. 09/07/2026 às 10:07

A Justiça de Rondônia condenou sete integrantes de uma organização criminosa investigada durante a **Operação Red Ignis**, deflagrada para desarticular um grupo responsável por coordenar ataques contra a segurança pública e o patrimônio em diferentes municípios do estado.

A sentença foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Porto Velho e atendeu à denúncia apresentada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO). Na decisão, a Justiça reconheceu que os réus integravam uma facção criminosa, aplicando as causas de aumento previstas na Lei nº 12.850/2013, que trata das organizações criminosas.

 Investigação reuniu forças de segurança

As investigações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (Ficco/RO).

A operação também contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), da Polícia Civil, da Polícia Militar e de unidades especializadas, entre elas o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Polícia Tático de Ações e Reações (BPTAR), o Batalhão de Choque e batalhões de fronteira.

Segundo o Ministério Público, a integração entre os órgãos de segurança foi decisiva para a produção das provas que sustentaram a condenação dos investigados.

 Ataques ocorreram em janeiro de 2025

As apurações identificaram a participação da organização criminosa em uma série de ataques registrados em janeiro de 2025 em Rondônia.

Entre as ações atribuídas ao grupo estão incêndios criminosos contra ônibus, destruição de patrimônio público e ameaças direcionadas a agentes das forças de segurança.

Durante a investigação, o Ministério Público constatou que os integrantes utilizavam grupos de aplicativos de mensagens para compartilhar informações, transmitir ordens e coordenar as ações da facção.

 Conjunto de provas fundamentou a condenação

Na sentença, a Justiça destacou que o conjunto probatório demonstrou de forma consistente a participação dos réus na organização criminosa.

Entre os elementos analisados estão relatórios técnicos, extração de dados telemáticos autorizada judicialmente, depoimentos de testemunhas e outras provas produzidas ao longo da ação penal.

Penas ultrapassam oito anos de prisão

As penas aplicadas aos sete condenados variam de 5 anos e 4 meses até 8 anos, 3 meses e 16 dias de reclusão, conforme o grau de participação de cada um nos crimes investigados.

A decisão também estabeleceu o cumprimento das penas em regimes fechado e semiaberto, conforme cada caso.

Os acusados que já estavam presos permanecerão custodiados e, nas situações em que a prisão preventiva foi mantida, não poderão recorrer da sentença em liberdade.

 Combate ao crime organizado

Após a decisão judicial, o Ministério Público de Rondônia destacou que a condenação representa mais um resultado das ações integradas de enfrentamento às organizações criminosas no estado.

Segundo o órgão, a atuação conjunta entre as instituições de investigação e segurança pública fortalece o combate ao crime organizado, amplia a responsabilização dos envolvidos e contribui para a preservação da ordem pública e da segurança da população.

Portal SGC

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