A seca permaneceu avançando sobre o Acre e já atinge 67% do território estadual, segundo a mais recente atualização do Monitor de Secas, divulgada nesta segunda-feira, 20. O percentual é o maior registrado no estado desde novembro de 2025, quando o fenômeno alcançou 88% da área acreana.
Apesar da ampliação da área afetada em relação aos últimos meses, o levantamento aponta que, entre maio e junho, a severidade da seca permaneceu estável no Acre. Durante todo o período, o estado registrou apenas seca fraca, considerada o nível mais brando na escala utilizada pelo Monitor.
Além da estabilidade na intensidade do fenômeno, o Acre também manteve inalterada a proporção de território afetado entre maio e junho, diferentemente de outros estados que registraram avanço ou redução da seca.
No cenário nacional, nove estados apresentaram estabilidade na severidade da seca no último mês: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins. Já Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Sergipe tiveram agravamento do fenômeno, enquanto Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo registraram melhora.
Quase metade do Brasil enfrenta seca
O Monitor de Secas aponta que o fenômeno atingiu 45% do território brasileiro em junho, o equivalente a 3,79 milhões de quilômetros quadrados. Embora a área total afetada tenha diminuído em relação a maio, quando eram 4,21 milhões de km², a seca continua presente em grande parte do país.
Entre os estados acompanhados, o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul registraram seca em 100% de seus territórios. Já o Amazonas concentra a maior área absoluta afetada pelo fenômeno, seguido por Bahia, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Sul.
Regionalmente, o Sudeste apresentou o quadro mais crítico, com ocorrência de seca grave em parte do território e 76% da região sob influência do fenômeno. O Centro-Oeste registrou a menor proporção de área afetada, com 22%.

