A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Adaildo da Silva Gomes e Maxwell da Silva Fernandes e manteve a prisão preventiva dos dois acusados de envolvimento em um homicídio ocorrido na capital acreana.
Durante o julgamento, segundo a reportagem da TV 5, o advogado dos investigados sustentou que a decisão que decretou a prisão preventiva carecia de fundamentação e que não estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da medida. Segundo a defesa, Maxwell da Silva Fernandes foi preso em uma residência junto com outros investigados, após a polícia receber a informação de que duas mulheres estariam com a liberdade restringida no imóvel. Já Adaildo da Silva Gomes foi abordado em um veículo onde foram apreendidas armas de fogo.

Ao analisar o pedido, a relatora do processo, desembargadora Denise Castelo Bonfim, entendeu que a decisão de primeira instância apresentou fundamentação suficiente para justificar a prisão preventiva. A magistrada também rejeitou o pedido de substituição da prisão por medidas cautelares diversas.
O voto da relatora foi acompanhado por unanimidade pelos demais integrantes da Câmara Criminal, que mantiveram a prisão dos acusados.
Adaildo da Silva Gomes e Maxwell da Silva Fernandes foram presos pela Polícia Militar no dia 30 de abril deste ano. Eles, juntamente com outros investigados, são apontados pela polícia como autores da execução de Tarsis Harife Soares Marcos, de 26 anos.
A vítima foi encontrada morta com diversos disparos de arma de fogo no Ramal do Brás, na região do bairro Belo Jardim II, em Rio Branco. De acordo com as investigações, o homicídio teria sido motivado pela disputa entre organizações criminosas que atuam na capital acreana.