Investigação da Polícia Federal indicam que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apesar de não ter mandato parlamentar, teria atuado como mandante do direcionamento de 21 emendas, no total de R$ 119,216 milhões. Na decisão do ministro Flávio Dino, que autoriza a operação, aponta a existência de mensagens, planilhas e a identificação do pagamento das emendas consumando o delito.
O ministro determinou o bloqueio de valores de Costa Neto, no limite do valor identificado das emendas. Dino também deferiu a suspensão imediata da ” execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas indicadas na representação policial, estejam elas em fase de empenho, liquidação ou pagamento”. Em sua decisão, o ministro dá o prazo de dez dias para que o presidente da Câmara apresente todos os documentos de tramitação interna das emendas identificadas pela representação da autoridade policial.
“Os indícios contêm suspeitas evidentes de que diversas emendas parlamentares foram destinadas de maneira forjada, a fim de escamotear o real interessado e beneficiário político nas indicações. Fala-se de processos de burla ao controle determinado pelo STF, a partir dos quais parlamentares ou grupo de parlamentares eram alocados e registrados como “solicitantes” das emendas, quando, em verdade, tais emendas se originavam em indicações de VALDEMAR COSTA NETO”, diz um dos trechos da decisão.
Uma das figuras centrais apontadas pela investigação no processo de indicação de emendas é a servidora da Câmara, Mariângela Fialek. Conhecida como Tuca, Mariângela já foi alvo de operação da Polícia Federal (PF), em dezembro do ano passado, em operação também relacionada a emendas parlamentares. Ex-assessora do deputado Arthur Lira continua ocupando função importante na gestão de Hugo Motta. De acordo com a investigação, era Mariângela quem organizava e controlava as cotas devidas a cada parlamentar.

