Dois homens, de 18 e 21 anos, morreram na tarde de quarta-feira (29) após uma tentativa de assalto a uma loja de telecomunicações, em Cruzeiro do Sul. Segundo o subcomandante do 6º Batalhão da Polícia Militar na Regional do Juruá, capitão Thales Campos, um policial militar que estava de folga no estabelecimento reagiu à ação dos suspeitos.
De acordo com o capitão, os dois homens chegaram armados ao local. Um deles entrou na loja e perguntou ao vendedor se havia carregador de iPhone. Após a confirmação, o comparsa entrou no estabelecimento usando capacete e anunciou o assalto com uma arma em punho.
Ainda conforme o relato da Polícia Militar, o policial de folga presenciou a ação e efetuou disparos para conter a agressão. Os dois suspeitos foram atingidos e caíram no local.
Após a ocorrência, o policial acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), que enviou equipes para prestar apoio. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também foi chamado e constatou os óbitos. A Polícia Técnico-Científica e a Polícia Civil realizaram os procedimentos periciais e iniciaram a investigação do caso.
Segundo o capitão Thales Campos, durante a ocorrência foi apreendida uma pistola calibre .380 com dez munições intactas e um simulacro de arma de fogo com características semelhantes às de uma arma real. Também foi recuperada uma motocicleta com restrição de roubo e furto, que, conforme a PM, havia sido roubada no dia anterior.
A Polícia Militar informou ainda que um dos suspeitos foi reconhecido por uma vítima de um roubo de táxi ocorrido recentemente em Guajará (AM), por meio de uma tatuagem na mão. A possível ligação entre os casos será apurada pela Polícia Civil.
O capitão Thales Campos afirmou que o policial agiu em legítima defesa, conforme o relato apresentado à corporação, mas ressaltou que o caso seguirá o devido processo legal. Segundo ele, a atuação do militar ocorreu diante de uma situação de risco à integridade física dele e de outras pessoas.
“Importante a gente ressaltar aqui que policial nenhum sai de casa com o objetivo de matar ninguém. A Polícia Militar, ela tem um juramento, jura defender a sociedade mesmo com o sacrifício da própria vida. Então, o policial militar de folga viu uma situação de perigo ali à integridade física dele e da população, ele agiu ali, respaldado, conforme todos os relatos apresentados por ele, respaldado pela legítima defesa.”
As testemunhas serão ouvidas pela Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.



