A Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) atingiu a marca de 120 transplantes de fígado realizados desde o início do programa. O procedimento mais recente foi feito na quarta-feira (29) e beneficiou o paciente Raimundo Oliveira, que convivia havia anos com uma doença hepática.
A coordenadora interina do serviço de transplantes, Doriana Moreira da Silva, afirmou que o paciente foi acompanhado desde o início do atendimento na unidade. “Nós podemos acompanhar esse paciente desde o início da jornada dele aqui no serviço, onde ele foi atendido, foi inscrito em fila, tem realizado seus exames”, disse.
O paciente destacou o que a doação representou em sua vida. “Foi através da doação de órgãos que tenho a oportunidade de uma nova vida, expectativa de tudo novo, de viver melhor, ter uma vida mais agradável, saudável. Para mim, a doação de órgãos está sendo o canal de uma nova expectativa de saúde”, afirmou Raimundo Oliveira.
Segundo a coordenadora, o transplante só foi possível pela decisão de uma família doadora. “Ontem o sim de uma família trouxe uma nova oportunidade para ele”, declarou. Ela destacou que a doação representa uma perspectiva de recuperação para quem aguarda na fila. “A doação de órgãos está sendo o canal de uma nova expectativa de saúde”, afirmou.
Doriana ressaltou o contexto em que ocorre a doação e o papel das famílias diante da perda. “Sabemos que quando perdemos um ente querido é um momento de dor, de aflição, mas nesse momento também nós podemos colaborar com outras vidas, dar esperança, dar um novo rumo para outras vidas que necessitam”, disse.
A coordenadora reforçou a importância de manifestar em vida o desejo de ser doador. “Consentize seu familiar que você quer ser um doador de órgão, porque é através disso que você vai salvar outras vidas”, afirmou. Ela concluiu com um apelo à população. “Eu convido você também, fale sobre doar órgãos para a sua família, diga sim”, declarou.



