Condenado em novembro do ano passado por participação no chamado “núcleo 3” da trama golpista, o tenente-coronel do Exército Márcio Nunes de Resende Júnior teve a punibilidade extinta pelo ministro Alexandre de Moraes, depois de cumprir integralmente o acordo de não persecução penal celebrado com a PGR.
O acordo incluiu a prestação de serviços comunitários por 340 horas, o pagamento de R$ 20 mil em multa e a participação em um curso sobre democracia, estado de direito e golpe de estado.
O militar foi condenado a pena privativa de liberdade de 3 anos e cinco meses em regime inicial aberto, por ter participado da reunião na qual teriam sido discutidas formas de pressionar o comando das Forças a aderir o golpe.
Ele fazia parte de um grupo de WhatsApp integrado pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, em que os membros defendiam abertamente um golpe no país após a eleição de 2022. Em uma das mensagens encontradas pela PF, Resende Júnior afirma que se o então presidente acionasse o artigo 142 da Constituição, “não haverá quem segure as tropas”.
A propósito, o tenente-coronel chamou Moraes de “cabeça de ovo” em uma das mensagens, lida pelo ministro durante a análise da denúncia da PGR na Primeira Turma do STF no ano passado:
“Se a gente não tem coragem de enfrentar o cabeça de ovo, vamos enfrentar quem?”.



