Mais de 240 casos de racismo e injúria racial foram registrados no Acre em 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Ao todo, foram 159 ocorrências de racismo e 84 de injúria racial, totalizando 243 registros no período.
Os dois indicadores apresentaram crescimento em relação a 2024. Os casos de injúria racial passaram de 63 para 84, uma alta de 32,8%, enquanto os registros de racismo subiram de 142 para 159, aumento de 11,5%.
Injúria racial
No Acre, os registros de injúria racial chegaram a 84 em 2025, contra 63 no ano anterior. A taxa também aumentou, passando de 7,2 para 9,5 casos por 100 mil habitantes.
A variação de 32,8% registrada no estado ficou acima da observada no Brasil. No país, os casos passaram de 19.551 para 21.443, enquanto a taxa nacional avançou de 10,2 para 11,2 ocorrências por 100 mil habitantes.
Mesmo com o crescimento, a taxa acreana de 9,5 ficou abaixo da média brasileira, de 11,2.
Racismo
Nos registros de racismo, o Acre passou de 142 casos em 2024 para 159 em 2025. A taxa subiu de 16,1 para 18 ocorrências por 100 mil habitantes, com variação de 11,5%.
Nesse indicador, o índice do estado ficou acima da média nacional. No Brasil, foram registrados 30.743 casos em 2025, contra 27.082 em 2024. A taxa passou de 13,9 para 15,7 ocorrências por 100 mil habitantes.
Assim, a taxa acreana de 18 casos por 100 mil habitantes ficou 2,3 pontos acima da média brasileira.
Comparação dos dados
| Indicador | Acre 2024 | Acre 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Injúria racial | 63 | 84 | 32,8% |
| Racismo | 142 | 159 | 11,5% |
O Anuário também apresenta os registros de racismo por homofobia ou transfobia. No Acre, foram contabilizados 3 casos em 2025, contra 9 em 2024, uma redução de 66,7%.
O dado é apresentado separadamente dos registros gerais de racismo e injúria racial.
Os dados integram o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com informações referentes a 2025. A publicação reúne registros das Secretarias Estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social, Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, polícias civis, entre outras fontes utilizadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.



