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Bets se tornam fator de desequilíbrio econômico e um problema social

As bets se transformaram em um problema econômico, social e de saúde pública para o país. As casas de apostas receberam R$ 220,6 bilhões em 2025, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação pelo repórter Bernardo Lima, de O GLOBO. Desse total, R$ 37 bilhões correspondem às perdas dos apostadores — portanto, à receita das bets —, o equivalente a 16,7% do total depositado no ano passado. O percentual está acima do estabelecido pela legislação que regula o setor, pela regra a retenção máxima é de 15%. Com o pagamento de prêmios e a oferta de bônus, R$ 183,7 bilhões retornaram aos apostadores. Mas o fato é que cada vez mais recursos da economia estão sendo drenados para as casas de apostas, o que afeta, por exemplo, o comércio.

O problema social e de saúde pública está na compulsão que se forma em torno das apostas. Do ponto de vista econômico, o impacto está na drenagem de recursos dos orçamentos familiares, especialmente entre as famílias de menor renda, que muitas vezes veem nas apostas uma possibilidade de resolver seus problemas financeiros, quando o efeito tende a ser justamente o inverso.

O que vemos é que as bets se tornaram mais um fator de desequilíbrio da economia. Isso indica que o setor precisa de cada vez mais regulação e controle, tanto para proteger as pessoas do vício, quanto para proteger a economia.