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Ariana Grande se revolta ao ouvir a própria voz em vídeo de Trump

A cantora Ariana Grande criticou o governo de Donald Trump nesta quinta-feira (20) após a equipe de comunicação do presidente dos Estados Unidos usar uma de suas músicas em um vídeo publicado no TikTok. A faixa “We Can’t Be Friends (Wait For Your Love)”, lançada pela artista em 2024, foi usada como trilha sonora de um registro em que Trump aparece caminhando até um palco durante um comício.

A publicação trazia a frase “Me and my truth we sit in silence”, referência a um trecho da música (minha verdade e eu nos mantemos em silêncio), e, abaixo, a mensagem: “Men can’t have babies and should never compete in women’s sports” (“Homens não podem ter bebês e nunca deveriam competir em esportes femininos”, em tradução livre).

Nos comentários, Grande afirmou que o uso da música não havia sido autorizado e contestou a mensagem associada ao vídeo.

— Nunca mais usem minha música. Além disso, a verdade de vocês é falsa — escreveu a cantora.

O comentário posteriormente deixou de estar visível na publicação. O áudio também aparece como indisponível após a repercussão.

Comentário de Ariana Grande em vídeo de campanha de Trump — Foto: Reprodução | TikTok

Esta é a segunda vez que Grande protesta contra o uso de suas músicas pelo governo Trump. Em junho, a Casa Branca publicou um vídeo no TikTok com a faixa “Bye”, também lançada em 2024, para divulgar ações de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês).

Na ocasião, a cantora escreveu nos comentários:

— Por favor, nunca mais usem minha música em relação a esse absurdo bárbaro, desumano e hediondo. Fod*-se o ICE.

Pouco depois, a música foi retirada do vídeo.

A nova publicação ocorre em meio à política do governo Trump contra pessoas trans. Em junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que estados podem proibir mulheres trans de competir em categorias esportivas femininas sem, segundo a decisão, violar os direitos previstos no Título IX ou na Constituição.

Desde o início do segundo mandato, Trump também adotou medidas relacionadas à identidade de gênero. Em seu primeiro dia de volta à Presidência, em janeiro de 2025, assinou uma ordem executiva que determina que o governo federal reconheça apenas os sexos masculino e feminino. A medida também estabeleceu que documentos oficiais deveriam refletir o sexo atribuído no nascimento.